Hérnia de disco: perguntas e respostas
- Por que a Hérnia de disco provoca dor na perna ou no braço?
O disco está colocado na coluna exatamente na frente dos nervos que saem para distribuir-se nas pernas ou braços, e quase sempre que o núcleo `escapa` de dentro do anel ele se dirige para trás, provocando uma compressão sobre a raiz nervosa correspondente.
Quando a Hérnia está na região lombar, ela afeta as raízes que vão para as pernas, quando esta na região cervical (pescoço), ela afeta as raízes que vão para os braços. Essa lesão da raiz nervosa que se dirige à perna ou braço é a responsável pelo sintoma de dor no membro.
- O que é ciático? E dor ciática?
Ciático é o nome do principal nervo do membro inferior. Esse nervo forma-se da união de várias raízes nervosas que saem da coluna. Ele começa mais ou menos na altura da nádega e se distribui por todo o membro inferior.
A dor provocada por problemas no nervo ou nas raízes nervosas da região lombar, que são as que formam o nervo, é conhecida como dor ciática ou ciatalgia. Uma das causas mais comuns de dor ciática é a Hérnia de disco lombar.
- Toda a dor na perna é uma dor ciática?
Não, o termo dor ciática aplica-se apenas àquelas dores provocadas por problemas no nervo ou suas raízes. Existem vários outros tipos dor na perna, e mesmo várias doenças que podem provocar dores parecidas com a dor ciática, chamadas falsa ciáticas ou pseudo-ciáticas.
- Qual é a causa da Hérnia de disco?
A Hérnia é resultado de um desgaste do disco, e esse desgaste está relacionado a vários fatores, como estrutura genética do indivíduo, atividade física, peso, tipo de trabalho, etc.. Não existe Hérnia causada apenas por um fator isolado, mesmo nos casos em que a Hérnia se manifesta depois de um acidente ou esforço, costumam existir outros fatores a que contribuíram anteriormente para o problema.
- Qual o tratamento da Hérnia de disco?
Na maioria dos casos o tratamento é conservador, não cirúrgico, consistindo de fisioterapia e medicação para a dor e inflamação do nervo, seguidos de programas de exercícios. A cirurgia é reservada para os casos em que o tratamento conservador não surte o efeito desejado ou em que o nervo está muito lesado e necessita ser descomprimido com urgência.
- Quais os exercícios certos para fazer em casos de Hérnia de disco?
Não existe uma fórmula, os exercícios devem ser prescritos para cada caso, por um profissional capacitado para julgar as necessidades e capacidades de cada paciente. Há vários tipos de exercícios para todos os gostos, mas, via de regra, todos visam alongar os músculos e ligamentos, aumentar o movimento das articulações, e reforçar a musculatura das costas e da barriga.
- Como é a cirurgia da Hérnia de disco?
Embora o procedimento básico seja descomprimir a raiz nervosa comprimida pela Hérnia, hoje em dia existem vários tipos de cirurgia para este fim, indo desde os tratamentos percutâneos, sem cortes e sem hospitalização, até as cirurgias maiores, com fixação da coluna e colocação de implantes metálicos (artrodeses). Ainda mais modernamente surgiram as técnicas de artroplastia, em que o disco reconstruído com próteses que mantém a movimentação normal da coluna.
A indicação do tipo específico de cirurgia dependerá do caso de cada paciente, sendo julgados vários fatores para se tomar essa decisão. O procedimento cirúrgico mais comum é a microcirurgia para Hérnia discal, em que é feita apenas a retirada da Hérnia através de uma pequena incisão nas costas, usando-se o microscópio cirúrgico.
Nos últimos tempos temos substituído o microscópio pela aparelhagem de vídeo, realizando a microcirurgia vídeo-endoscópica, que permite o uso de incisões ainda menores e recuperação pós-operatória mais rápida.
Fonte: cirurgiadacoluna
quinta-feira, 25 de março de 2010
GORDURA
Gordura no fígado: esteatose hepática
O fígado é o responsável pela produção de proteínas para o plasma do sangue. Ele armazena glicose e regula os níveis de aminoácidos e, em conjunto com os rins, limpa os resíduos metabólicos do sangue.
Além disso, através da produção da bile (armazenada na vesícula biliar) tem por função auxiliar na digestão das gorduras. No entanto, às vezes, suas funções são prejudicadas pelo excesso de gordura em seu interior.
1. O que é gordura no fígado?
O depósito de gordura no fígado recebe o nome de esteatose hepática: infiltração de gordura no fígado.
Essa gordura no fígado pode provocar reações clínicas como dor e desconforto abdominal; portanto, sempre é bom realizar exames de rotina (mesmo que não tenha nenhum sintoma), pois muitas pessoas acabam descobrindo que tem essa doença ao fazer exames ultrasonográficos. Outros descobrem que tem a doença ao fazer exames para investigar dor abdominal ou aumento do tamanho do fígado.
2. Quais os sintomas da esteatose no fígado?
Aproximadamente metade das pessoas com esteatose tem dor abdominal (sensação de peso no abdômem) geralmente desagradável .
Casos mais avançados podem ter sintomas mais intensos, no entanto, a esteatose muitas vezes não apresenta sintomas, sendo descoberta apenas em exames de rotina (exames de sangue, ultrasonografia etc.).
3. Por que ocorre gordura no sangue (esteatose hepática)?
A causa mais comum é a obesidade: muitas pessoas acima do peso tem infiltração de gordura no fígado.
Essas pessoas podem apresentar sintomas digestivos relacionados a esteatose ou outras doenças digestivas comuns em obesos. Assim, muitos obesos tem sintomas de esofagite de refluxo, tais como azia, queimação no peito ou sensação de líquido que volta para a garganta.
Muitos diabéticos tem esteatose, cujos sintomas podem vir associados aos da diabete.
Pessoas que fazem uso freqüente de álcool também fazem parte do grupo de risco. Algumas vezes essas pessoas podem até chegar a ter hepatite por álcool, cirrose alcoólica etc.
4. Como diagnosticar e tratar a esteatose (gordura no fígado)?
Além do exame clínico bem feito, o médico muitas vezes recorre a exames laboratoriais. Nos casos de dor abdominal ou desconforto abdominal, deve-se excluir outras causas como doenças do estômago e intestinos. Quando existe uma causa para a esteatose, deve-se corrigi-la para que haja melhora.
FONTE/AUTOR: Redaçao do Saúde Informaçoes
O fígado é o responsável pela produção de proteínas para o plasma do sangue. Ele armazena glicose e regula os níveis de aminoácidos e, em conjunto com os rins, limpa os resíduos metabólicos do sangue.
Além disso, através da produção da bile (armazenada na vesícula biliar) tem por função auxiliar na digestão das gorduras. No entanto, às vezes, suas funções são prejudicadas pelo excesso de gordura em seu interior.
1. O que é gordura no fígado?
O depósito de gordura no fígado recebe o nome de esteatose hepática: infiltração de gordura no fígado.
Essa gordura no fígado pode provocar reações clínicas como dor e desconforto abdominal; portanto, sempre é bom realizar exames de rotina (mesmo que não tenha nenhum sintoma), pois muitas pessoas acabam descobrindo que tem essa doença ao fazer exames ultrasonográficos. Outros descobrem que tem a doença ao fazer exames para investigar dor abdominal ou aumento do tamanho do fígado.
2. Quais os sintomas da esteatose no fígado?
Aproximadamente metade das pessoas com esteatose tem dor abdominal (sensação de peso no abdômem) geralmente desagradável .
Casos mais avançados podem ter sintomas mais intensos, no entanto, a esteatose muitas vezes não apresenta sintomas, sendo descoberta apenas em exames de rotina (exames de sangue, ultrasonografia etc.).
3. Por que ocorre gordura no sangue (esteatose hepática)?
A causa mais comum é a obesidade: muitas pessoas acima do peso tem infiltração de gordura no fígado.
Essas pessoas podem apresentar sintomas digestivos relacionados a esteatose ou outras doenças digestivas comuns em obesos. Assim, muitos obesos tem sintomas de esofagite de refluxo, tais como azia, queimação no peito ou sensação de líquido que volta para a garganta.
Muitos diabéticos tem esteatose, cujos sintomas podem vir associados aos da diabete.
Pessoas que fazem uso freqüente de álcool também fazem parte do grupo de risco. Algumas vezes essas pessoas podem até chegar a ter hepatite por álcool, cirrose alcoólica etc.
4. Como diagnosticar e tratar a esteatose (gordura no fígado)?
Além do exame clínico bem feito, o médico muitas vezes recorre a exames laboratoriais. Nos casos de dor abdominal ou desconforto abdominal, deve-se excluir outras causas como doenças do estômago e intestinos. Quando existe uma causa para a esteatose, deve-se corrigi-la para que haja melhora.
FONTE/AUTOR: Redaçao do Saúde Informaçoes
HIPERTIREOIDISMO
Hipertireoidismo: sintomas e tratamento
A tireóide ou tiróide é uma glândula em forma de borboleta (com dois lobos), que fica localizada na parte anterior do pescoço, logo abaixo da região conhecida como Pomo de Adão (ou popularmente, gogó). É uma das maiores glândulas do corpo humano e tem um peso aproximado de 15 a 25 gramas (no adulto).
Quando a tireóide não está funcionando adequadamente pode liberar hormônios em excesso, provocando o hipertireoidismo ou em quantidade insuficiente, provocando o hipotireoidismo.
Hipertireoidismo:
O hipertireoidismo se desenvolve quando há uma produção excessiva dos hormônios da tireóide (T3 e T4). A causa mais comum é uma doença auto-imune (o próprio corpo produz proteínas que “atacam” o órgão) chamada Doença de Graves.
Sintomas:
Em sua forma mais suave, o hipertireoidismo pode não apresentar sintomas facilmente reconhecíveis ou apenas cursar com sintomas inespecíficos, como sensação de desconforto e fraqueza. Mas o hipertireoidismo pode ser uma doença grave e séria e até mesmo colocar em risco a vida da pessoa.
Quando o hipertireoidismo se desenvolve, há um aumento na tireóide, que pode ser associado aos vários sintomas:
- aceleração dos batimentos cardíacos, mais de 100 por minuto (chamada taquicardia);
- irregularidade no ritmo cardíaco, principalmente em pacientes com mais de 60 anos;
- nervosismo, ansiedade e irritação;
- mãos trêmulas e sudoreicas;
- perda de apetite;
- intolerância a temperaturas quentes e probabilidade de aumento da sudorese;
- queda de cabelo e/ou fraqueza do couro cabeludo;
- rápido crescimento das unhas, com tendência à descamação das mesmas;
- fraqueza nos músculos, especialmente nos braços e coxas;
- intestino solto;
- perda de peso importante;
- alterações no período menstrual;
- aumento da probabilidade de aborto;
- olhar fixo;
- protusão dos olhos, com ou sem visão dupla (em pacientes com a Doença de Graves);
- acelerada perda de cálcio dos ossos, com aumento do risco de osteoporose e fraturas.
Tratamento:
Não há um tratamento ideal para todos os pacientes com hipertireoidismo. Muitos fatores podem influenciar na escolha do tratamento ideal, como a idade, o tipo de hipertireoidismo, alergia a medicação utilizada para o tratamento do hipertireoidismo, a severidade do hipertireoidismo e outras doenças pré-existentes.
Os medicamentos anti-tireoidianos podem ser utilizados para abaixar os níveis dos hormônios tireoidianos circulantes no sangue.
Estes remédios impedem a utilização do iodo pela tiróide e, como o iodo é necessário para a fabricação dos hormônios tireoidianos, a produção dos mesmos conseqüentemente é diminuída. Além disso, bloqueiam a incorporação do iodo e a geração de hormônios da tireóide.
IMPORTANTE
Somente um médico pode diagnosticar doenças, indicar tratamentos e receitar remédios. As informações disponíveis possuem apenas caráter educativo.
Fontes: bvsms.saude.gov.br
- Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia
- Instituto da Tireóide
A tireóide ou tiróide é uma glândula em forma de borboleta (com dois lobos), que fica localizada na parte anterior do pescoço, logo abaixo da região conhecida como Pomo de Adão (ou popularmente, gogó). É uma das maiores glândulas do corpo humano e tem um peso aproximado de 15 a 25 gramas (no adulto).
Quando a tireóide não está funcionando adequadamente pode liberar hormônios em excesso, provocando o hipertireoidismo ou em quantidade insuficiente, provocando o hipotireoidismo.
Hipertireoidismo:
O hipertireoidismo se desenvolve quando há uma produção excessiva dos hormônios da tireóide (T3 e T4). A causa mais comum é uma doença auto-imune (o próprio corpo produz proteínas que “atacam” o órgão) chamada Doença de Graves.
Sintomas:
Em sua forma mais suave, o hipertireoidismo pode não apresentar sintomas facilmente reconhecíveis ou apenas cursar com sintomas inespecíficos, como sensação de desconforto e fraqueza. Mas o hipertireoidismo pode ser uma doença grave e séria e até mesmo colocar em risco a vida da pessoa.
Quando o hipertireoidismo se desenvolve, há um aumento na tireóide, que pode ser associado aos vários sintomas:
- aceleração dos batimentos cardíacos, mais de 100 por minuto (chamada taquicardia);
- irregularidade no ritmo cardíaco, principalmente em pacientes com mais de 60 anos;
- nervosismo, ansiedade e irritação;
- mãos trêmulas e sudoreicas;
- perda de apetite;
- intolerância a temperaturas quentes e probabilidade de aumento da sudorese;
- queda de cabelo e/ou fraqueza do couro cabeludo;
- rápido crescimento das unhas, com tendência à descamação das mesmas;
- fraqueza nos músculos, especialmente nos braços e coxas;
- intestino solto;
- perda de peso importante;
- alterações no período menstrual;
- aumento da probabilidade de aborto;
- olhar fixo;
- protusão dos olhos, com ou sem visão dupla (em pacientes com a Doença de Graves);
- acelerada perda de cálcio dos ossos, com aumento do risco de osteoporose e fraturas.
Tratamento:
Não há um tratamento ideal para todos os pacientes com hipertireoidismo. Muitos fatores podem influenciar na escolha do tratamento ideal, como a idade, o tipo de hipertireoidismo, alergia a medicação utilizada para o tratamento do hipertireoidismo, a severidade do hipertireoidismo e outras doenças pré-existentes.
Os medicamentos anti-tireoidianos podem ser utilizados para abaixar os níveis dos hormônios tireoidianos circulantes no sangue.
Estes remédios impedem a utilização do iodo pela tiróide e, como o iodo é necessário para a fabricação dos hormônios tireoidianos, a produção dos mesmos conseqüentemente é diminuída. Além disso, bloqueiam a incorporação do iodo e a geração de hormônios da tireóide.
IMPORTANTE
Somente um médico pode diagnosticar doenças, indicar tratamentos e receitar remédios. As informações disponíveis possuem apenas caráter educativo.
Fontes: bvsms.saude.gov.br
- Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia
- Instituto da Tireóide
PÉS
O diabetes e as complicações dos pés
Sendo a neuropatia uma das complicações que mais afetam as pessoas com diabetes, reproduzimos a entrevista da Dra. Hermelinda Cordeiro Pedrosa ao Jornal da ADJ. Dra. Hermelinda é endocrinologista, diretora – Departamento de Complicações Crônicas e Pé Diabético da SBD e representante no Brasil do Grupo de Trabalho Internacional sobre Pé Diabético.
1. Jornal da ADJ – O que é a neuropatia diabética? Quais os sintomas?
Dra. Hermelinda – É uma complicação do Diabetes Mellitus que acomete 50% das pessoas acima de 60 anos que têm essa doença e que resulta em insensibilidade nos pés, com ou sem deformidades, com ou sem sintomas, principalmente entre aquelas que não fazem bom controle da glicose. O desfecho maior da Neuropatia Diabética (ND) são as úlceras, que surgem na grande maioria das vezes, após traumas freqüentemente não percebidos pelos pacientes. Essas úlceras podem resultar em amputações.
2. Jornal da ADJ – A neuropatia pode afetar mais órgãos do corpo humano?
Dra. Hermelinda – Pode afetar o coração, o estômago, os intestinos, a bexiga, os órgãos genitais. Com isso o paciente pode ter problemas graves como arritmias; infartos sem dor; dificuldades na digestão; constipação ou diarréia; retenção da urina; disfunção erétil.
3. Jornal da ADJ – Como o paciente sabe diferenciar se está com neuropatia ou com problemas circulatórios? Qual profissional poderá ajudá-lo?
Dra. Hermelinda – Quando a ND se apresenta com sintomas, o paciente geralmente sente dores em queimação, pontadas, agulhadas, choques, que surgem em repouso e se acentuam à noite, melhorando com os movimentos (caminhar, por exemplo). Se há diminuição da sensibilidade os traumas (exemplo: uso de calçados inadequados, topadas, etc...), as úlceras se desenvolvem, geralmente na sola dos pés, sobretudo em pontos de pressão que se instalam nas deformidades (calos).
Os problemas circulatórios, por sua vez, quando acompanhados de dor, são referidos na batata das pernas ao caminhar e melhoram quando a pessoa pára de andar. Os pés, em estágios avançados, mostram alterações como pele fria e fina, azulada, com ou sem pêlos, unhas que crescem pouco. As úlceras mostram-se mais nas partes laterais ou internas dos pés, como também nos dedos, além da gangrena.
O endocrinologista pode realizar exames simples desde avaliação visual como a aplicação de testes neurológicos rápidos para detectar a neuropatia. A palpação dos pulsos pode indicar, na diminuição ou ausência, a presença de má circulação. Um teste simples, que pode ser realizado também pelo endocrinologista, é a tomada de pressão nas pernas, através de um ecodoppler manual. No entanto, muitas vezes, para assegurar o diagnóstico, pode encaminhar o paciente para um Cirurgião Vascular, que fará uma avaliação mais detalhada e indicará a necessidade ou não de aprofundar a investigação.
4. Jornal da ADJ – Com que freqüência as pessoas com diabetes devem examinar os pés? Para aquelas que sofrem com neuropatias, a freqüência é a mesma?
Dra. Hermelinda – O melhor é examinar todos os dias. Contudo, se a pessoa sabe que tem ND e/ou má circulação esse exame deve ser mais rigoroso, pois a insensibilidade resulta na perda de dor, por exemplo, e o paciente perde o “alarme” de algo está ocorrendo. Infelizmente, muitos pacientes desenvolvem úlceras nos pés por objetos nos calçados, que não são percebidos.
5. Jornal da ADJ – Quais sinais indicam que devemos procurar um médico especializado em pés?
Dra. Hermelinda – Além dos sintomas já destacados, qualquer lesão, por menor que seja, deve ser avaliada por um profissional médico ou pela enfermagem, devidamente treinada, para que seja avaliada. Uma frieira, por exemplo, se não for bem cuidada, pode evoluir para uma lesão maior e até resultar em amputação. Infelizmente, ainda existem pacientes que procuram as emergências, quando descobrem úlceras, e são medicados com penicilina injetável, sem a orientação devida, evoluem de modo desastroso, pois quando a infecção se instala nessas úlceras, quer causada pela ND e/ou pela má circulação, é um fator complicador sério.
6. Jornal da ADJ – Quando aparecem as úlceras nos pés?
Dra. Hermelinda – Como já frisado, o melhor é procurar imediatamente o médico ou a equipe de saúde dos centros e programas de diabetes existentes na rede privada ou pública, como também, nas associações de pessoas com diabetes.
7. Jornal da ADJ – Existe alguma dica para a escolha de calçados adequados?
Dra. Hermelinda – Sim, aqueles sem ND ou má circulação podem ter como exemplo calçado tipo tênis. Se há insensibilidade e deformidades, mesmo leves, a altura deve ser ampla, o couro macio, poucas costuras, sem bico fino e saltos moderados (para as mulheres). No caso de deformidades mais acentuadas o ideal é ter um calçado confeccionado sob medida.
8. Jornal da ADJ – O que devemos fazer para evitar a neuropatia?
Dra. Hermelinda – Como todas as outras complicações do diabetes, o controle de glicose é o mais importante, pois reduz em 50% a chance de ND entre pacientes com o Tipo 1 e entre 25% a quase 40% entre os com Tipo 2. Dessa forma, monitorizar a glicose regularmente e realizar a hemoglobina glicada de três a quatro vezes por ano, mantendo-se entre 6,5 a menor que 7% resulta em menor chance de ND.
9. Jornal da ADJ – Existe tratamento para neuropatia?
Dra. Hermelinda – Infelizmente, não. Há medicamentos para o tratamento da dor que variam desde anticonvulsionantes a antidepressivos, indicados após a devida avaliação da intensidade e definição da dor. É importante ressaltar que o uso de antiinflamatórios não resulta em bons resultados e podem comprometer os rins.
Fonte: Jornal da ADJ
www.diabete.com.br
As informações publicadas não devem, em hipótese alguma, dispensar a avaliação do Profissional de saúde de sua confiança.As opiniões emitidas por colaboradores, participantes do Forum ou pelas fontes de noticias são de inteira responsabilidade dos mesmos.
Sendo a neuropatia uma das complicações que mais afetam as pessoas com diabetes, reproduzimos a entrevista da Dra. Hermelinda Cordeiro Pedrosa ao Jornal da ADJ. Dra. Hermelinda é endocrinologista, diretora – Departamento de Complicações Crônicas e Pé Diabético da SBD e representante no Brasil do Grupo de Trabalho Internacional sobre Pé Diabético.
1. Jornal da ADJ – O que é a neuropatia diabética? Quais os sintomas?
Dra. Hermelinda – É uma complicação do Diabetes Mellitus que acomete 50% das pessoas acima de 60 anos que têm essa doença e que resulta em insensibilidade nos pés, com ou sem deformidades, com ou sem sintomas, principalmente entre aquelas que não fazem bom controle da glicose. O desfecho maior da Neuropatia Diabética (ND) são as úlceras, que surgem na grande maioria das vezes, após traumas freqüentemente não percebidos pelos pacientes. Essas úlceras podem resultar em amputações.
2. Jornal da ADJ – A neuropatia pode afetar mais órgãos do corpo humano?
Dra. Hermelinda – Pode afetar o coração, o estômago, os intestinos, a bexiga, os órgãos genitais. Com isso o paciente pode ter problemas graves como arritmias; infartos sem dor; dificuldades na digestão; constipação ou diarréia; retenção da urina; disfunção erétil.
3. Jornal da ADJ – Como o paciente sabe diferenciar se está com neuropatia ou com problemas circulatórios? Qual profissional poderá ajudá-lo?
Dra. Hermelinda – Quando a ND se apresenta com sintomas, o paciente geralmente sente dores em queimação, pontadas, agulhadas, choques, que surgem em repouso e se acentuam à noite, melhorando com os movimentos (caminhar, por exemplo). Se há diminuição da sensibilidade os traumas (exemplo: uso de calçados inadequados, topadas, etc...), as úlceras se desenvolvem, geralmente na sola dos pés, sobretudo em pontos de pressão que se instalam nas deformidades (calos).
Os problemas circulatórios, por sua vez, quando acompanhados de dor, são referidos na batata das pernas ao caminhar e melhoram quando a pessoa pára de andar. Os pés, em estágios avançados, mostram alterações como pele fria e fina, azulada, com ou sem pêlos, unhas que crescem pouco. As úlceras mostram-se mais nas partes laterais ou internas dos pés, como também nos dedos, além da gangrena.
O endocrinologista pode realizar exames simples desde avaliação visual como a aplicação de testes neurológicos rápidos para detectar a neuropatia. A palpação dos pulsos pode indicar, na diminuição ou ausência, a presença de má circulação. Um teste simples, que pode ser realizado também pelo endocrinologista, é a tomada de pressão nas pernas, através de um ecodoppler manual. No entanto, muitas vezes, para assegurar o diagnóstico, pode encaminhar o paciente para um Cirurgião Vascular, que fará uma avaliação mais detalhada e indicará a necessidade ou não de aprofundar a investigação.
4. Jornal da ADJ – Com que freqüência as pessoas com diabetes devem examinar os pés? Para aquelas que sofrem com neuropatias, a freqüência é a mesma?
Dra. Hermelinda – O melhor é examinar todos os dias. Contudo, se a pessoa sabe que tem ND e/ou má circulação esse exame deve ser mais rigoroso, pois a insensibilidade resulta na perda de dor, por exemplo, e o paciente perde o “alarme” de algo está ocorrendo. Infelizmente, muitos pacientes desenvolvem úlceras nos pés por objetos nos calçados, que não são percebidos.
5. Jornal da ADJ – Quais sinais indicam que devemos procurar um médico especializado em pés?
Dra. Hermelinda – Além dos sintomas já destacados, qualquer lesão, por menor que seja, deve ser avaliada por um profissional médico ou pela enfermagem, devidamente treinada, para que seja avaliada. Uma frieira, por exemplo, se não for bem cuidada, pode evoluir para uma lesão maior e até resultar em amputação. Infelizmente, ainda existem pacientes que procuram as emergências, quando descobrem úlceras, e são medicados com penicilina injetável, sem a orientação devida, evoluem de modo desastroso, pois quando a infecção se instala nessas úlceras, quer causada pela ND e/ou pela má circulação, é um fator complicador sério.
6. Jornal da ADJ – Quando aparecem as úlceras nos pés?
Dra. Hermelinda – Como já frisado, o melhor é procurar imediatamente o médico ou a equipe de saúde dos centros e programas de diabetes existentes na rede privada ou pública, como também, nas associações de pessoas com diabetes.
7. Jornal da ADJ – Existe alguma dica para a escolha de calçados adequados?
Dra. Hermelinda – Sim, aqueles sem ND ou má circulação podem ter como exemplo calçado tipo tênis. Se há insensibilidade e deformidades, mesmo leves, a altura deve ser ampla, o couro macio, poucas costuras, sem bico fino e saltos moderados (para as mulheres). No caso de deformidades mais acentuadas o ideal é ter um calçado confeccionado sob medida.
8. Jornal da ADJ – O que devemos fazer para evitar a neuropatia?
Dra. Hermelinda – Como todas as outras complicações do diabetes, o controle de glicose é o mais importante, pois reduz em 50% a chance de ND entre pacientes com o Tipo 1 e entre 25% a quase 40% entre os com Tipo 2. Dessa forma, monitorizar a glicose regularmente e realizar a hemoglobina glicada de três a quatro vezes por ano, mantendo-se entre 6,5 a menor que 7% resulta em menor chance de ND.
9. Jornal da ADJ – Existe tratamento para neuropatia?
Dra. Hermelinda – Infelizmente, não. Há medicamentos para o tratamento da dor que variam desde anticonvulsionantes a antidepressivos, indicados após a devida avaliação da intensidade e definição da dor. É importante ressaltar que o uso de antiinflamatórios não resulta em bons resultados e podem comprometer os rins.
Fonte: Jornal da ADJ
www.diabete.com.br
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Cirrose
Cirrose hepática: dúvidas mais freqüentes
1. O que é cirrose?
A cirrose é, na verdade, o resultado de diversas doenças crônicas do fígado, que levaram a destruição gradual das células com houve formação de cicatrizes.
2. A cirrose não é doença de alcoólatras?
O uso exagerado e crônico do álcool pode levar à cirrose, sendo que a probabilidade disso acontecer depende muito do tempo, da quantidade de álcool ingerido e da predisposição genética. De qualquer modo, é importante saber que a maioria das pessoas com cirrose hoje não são os alcoólatras, e sim os portadores de hepatite C.
Outras causas comuns são a hepatite B, medicações tóxicas ao fígado, hepatite autoimune, esteato-hepatite não alcoólica, cirrose biliar, colangite esclerosante, hemocromatose e doença de Wilson. Há outras causas mais raras, mas infelizmente em cerca de 30% dos cirróticos não encontramos a causa.
3. A cirrose é contagiosa?
A cirrose, em si, não é. Mas a doença que levou à cirrose pode ser contagiosa, especialmente as hepatites B e C.
4. Quais os sintomas da cirrose?
O fígado é um órgão com grande reserva funcional, ou seja, só quando estiver muito comprometido leva ao aparecimento dos sintomas. As únicas exceções são a hemorragia por varizes de esôfago e o câncer do fígado, que podem ocorrer mesmo sem sinais prévios.
Na cirrose já com comprometimento pequeno das funções do fígado, podemos encontrar sintomas leves como fraqueza, emagrecimento, alteração menstrual em mulheres e impotência em homens, sangramentos em gengivas, inchaço nas pernas e na barriga. Nos casos mais graves, aumento do abdome por acúmulo de líquidos (chamado de ascite), pele e olhos amarelos (icterícia), aumento das mamas em homens, hematomas espontâneos na pele, sonolência, tremores, cãibras e confusão mental.
5. Se os sintomas só aparecem com a doença avançada, como o diagnóstico pode ser feito no início da doença?
As pessoas com risco para adquirir as doenças causadoras da cirrose devem fazer acompanhamento médico.
6. Qual a importância do diagnóstico precoce?
O diagnóstico precoce das doenças que levam à cirrose pode permitir o tratamento (cura ou controle) dessas doenças, permitindo assim que a progressão para cirrose seja lentificada ou interrompida. Mesmo naqueles com cirrose, pode atrasar o aparecimento dos sintomas.
7. Existe tratamento para a cirrose?
Não. O único tratamento para a cirrose é o transplante do fígado. A cirrose é a conseqüência de diversas doenças do fígado, que devem ser tratadas antes de se chegar à cirrose. Alguns tratamentos estão em estudo para evitar a progressão da doença, mas não há comprovação científica que justifique o seu uso.
Portanto, se o seu médico lhe disser que vai curar a sua cirrose ele está fazendo uma das duas coisas: enganando você ou prescrevendo um remédio que pode ser prejudicial à sua saúde. Ambos os casos são obviamente antiéticos. Procure um hepatologista para cuidar de você.
Outra coisa muito importante: cada vez estão sendo descritos mais casos de cirrose e hepatites secundárias ao uso de remédios "naturais". Lembre-se que os maiores venenos já produzidos pelo homem são extraídos diretamente de plantas e que se uma erva tem potencial para curar, também pode ter para matar.
8. Se não há tratamento, o que pode ser feito?
Podemos dizer que há dois tipos de complicações da cirrose: as rápidas e as lentas. As lentas são o acúmulo de água na barriga (ascite), inchaço nas pernas, confusão mental e infecções. Essas complicações ocorrem quando o fígado está realmente muito ruim e o tratamento é muito difícil. As medicações devem ser cuidadosamente avaliadas por um especialista, pois muitas fazem mais mal do que bem. Pode ser necessário um transplante de fígado nessa fase.
As complicações "rápidas" e muito graves são o câncer de fígado e a hemorragia digestiva. São muito graves e com altíssima mortalidade. Mas isso pode ser evitado com o devido acompanhamento médico. O hepatologista usa de métodos de imagem e exames de sangue para detectar o aparecimento do câncer do fígado ainda na sua fase inicial, quando há possibilidade de cura. Também realiza exames periódicos para detectar o aparecimento de varizes no esôfago e indica tratamento com remédio ou por endoscopia para prevenir seu sangramento.
9. Há uma dieta para portadores de cirrose?
Não há uma dieta específica, cada paciente tem necessidades que variam de características individuais (como a presença de outras doenças como o diabetes ou hipertensão arterial), seu estado nutricional, estágio da cirrose e a presença de complicações (como a ascite e a encefalopatia hepática).
De modo geral, as recomendações básicas são evitar o excesso de sal, frituras e carne vermelha, manter abstinência alcoólica e procurar fracionar a dieta, comendo mais vezes ao dia uma menor quantidade de alimento. Mas o adequado é individualizar a necessidade dietética sob orientação do médico e do nutricionista.
Fonte: Dr. Stéfano Gonçalves Jorge
www.hepcentro.com.br/ch_-_faq.htm
1. O que é cirrose?
A cirrose é, na verdade, o resultado de diversas doenças crônicas do fígado, que levaram a destruição gradual das células com houve formação de cicatrizes.
2. A cirrose não é doença de alcoólatras?
O uso exagerado e crônico do álcool pode levar à cirrose, sendo que a probabilidade disso acontecer depende muito do tempo, da quantidade de álcool ingerido e da predisposição genética. De qualquer modo, é importante saber que a maioria das pessoas com cirrose hoje não são os alcoólatras, e sim os portadores de hepatite C.
Outras causas comuns são a hepatite B, medicações tóxicas ao fígado, hepatite autoimune, esteato-hepatite não alcoólica, cirrose biliar, colangite esclerosante, hemocromatose e doença de Wilson. Há outras causas mais raras, mas infelizmente em cerca de 30% dos cirróticos não encontramos a causa.
3. A cirrose é contagiosa?
A cirrose, em si, não é. Mas a doença que levou à cirrose pode ser contagiosa, especialmente as hepatites B e C.
4. Quais os sintomas da cirrose?
O fígado é um órgão com grande reserva funcional, ou seja, só quando estiver muito comprometido leva ao aparecimento dos sintomas. As únicas exceções são a hemorragia por varizes de esôfago e o câncer do fígado, que podem ocorrer mesmo sem sinais prévios.
Na cirrose já com comprometimento pequeno das funções do fígado, podemos encontrar sintomas leves como fraqueza, emagrecimento, alteração menstrual em mulheres e impotência em homens, sangramentos em gengivas, inchaço nas pernas e na barriga. Nos casos mais graves, aumento do abdome por acúmulo de líquidos (chamado de ascite), pele e olhos amarelos (icterícia), aumento das mamas em homens, hematomas espontâneos na pele, sonolência, tremores, cãibras e confusão mental.
5. Se os sintomas só aparecem com a doença avançada, como o diagnóstico pode ser feito no início da doença?
As pessoas com risco para adquirir as doenças causadoras da cirrose devem fazer acompanhamento médico.
6. Qual a importância do diagnóstico precoce?
O diagnóstico precoce das doenças que levam à cirrose pode permitir o tratamento (cura ou controle) dessas doenças, permitindo assim que a progressão para cirrose seja lentificada ou interrompida. Mesmo naqueles com cirrose, pode atrasar o aparecimento dos sintomas.
7. Existe tratamento para a cirrose?
Não. O único tratamento para a cirrose é o transplante do fígado. A cirrose é a conseqüência de diversas doenças do fígado, que devem ser tratadas antes de se chegar à cirrose. Alguns tratamentos estão em estudo para evitar a progressão da doença, mas não há comprovação científica que justifique o seu uso.
Portanto, se o seu médico lhe disser que vai curar a sua cirrose ele está fazendo uma das duas coisas: enganando você ou prescrevendo um remédio que pode ser prejudicial à sua saúde. Ambos os casos são obviamente antiéticos. Procure um hepatologista para cuidar de você.
Outra coisa muito importante: cada vez estão sendo descritos mais casos de cirrose e hepatites secundárias ao uso de remédios "naturais". Lembre-se que os maiores venenos já produzidos pelo homem são extraídos diretamente de plantas e que se uma erva tem potencial para curar, também pode ter para matar.
8. Se não há tratamento, o que pode ser feito?
Podemos dizer que há dois tipos de complicações da cirrose: as rápidas e as lentas. As lentas são o acúmulo de água na barriga (ascite), inchaço nas pernas, confusão mental e infecções. Essas complicações ocorrem quando o fígado está realmente muito ruim e o tratamento é muito difícil. As medicações devem ser cuidadosamente avaliadas por um especialista, pois muitas fazem mais mal do que bem. Pode ser necessário um transplante de fígado nessa fase.
As complicações "rápidas" e muito graves são o câncer de fígado e a hemorragia digestiva. São muito graves e com altíssima mortalidade. Mas isso pode ser evitado com o devido acompanhamento médico. O hepatologista usa de métodos de imagem e exames de sangue para detectar o aparecimento do câncer do fígado ainda na sua fase inicial, quando há possibilidade de cura. Também realiza exames periódicos para detectar o aparecimento de varizes no esôfago e indica tratamento com remédio ou por endoscopia para prevenir seu sangramento.
9. Há uma dieta para portadores de cirrose?
Não há uma dieta específica, cada paciente tem necessidades que variam de características individuais (como a presença de outras doenças como o diabetes ou hipertensão arterial), seu estado nutricional, estágio da cirrose e a presença de complicações (como a ascite e a encefalopatia hepática).
De modo geral, as recomendações básicas são evitar o excesso de sal, frituras e carne vermelha, manter abstinência alcoólica e procurar fracionar a dieta, comendo mais vezes ao dia uma menor quantidade de alimento. Mas o adequado é individualizar a necessidade dietética sob orientação do médico e do nutricionista.
Fonte: Dr. Stéfano Gonçalves Jorge
www.hepcentro.com.br/ch_-_faq.htm
Diarréias
Tipos de diarréias mais freqüentes
As diarréias dividem-se em agudas e crônicas. As diarréias agudas têm um início súbito e evolução rápida que oscilam entre uma a duas semanas. Habitualmente estas diarréias são benignas e auto-limitadas, isto é, não são precisos medicamentos para a sua resolução desaparecendo apenas com tratamento sintomático, ou seja, com medicamentos para a hidratação.
As diarréias crônicas são persistentes e duram semanas ou meses, necessitando-se de exames complementares de diagnóstico para identificar rigorosamente a sua causa. As doenças inflamatórias intestinais, os tumores ou algumas infecções podem estar na sua origem.
CAUSAS E SINTOMAS MAIS FREQÜENTES
As causas mais freqüentes das diarréias são as infecções (vírus, bactérias e protozoários), as intoxicações alimentares e os medicamentos (antibióticos, anti-inflamatórios, antiácidos e laxantes). Uma outra causa de diarréia é a intolerância e alergia a determinados alimentos.
Os sintomas mais freqüentes relacionados com a doença diarréica costumam associar-se a febre, náuseas, vômitos, mal-estar e dores de estômago. Os sintomas chaves para determinar a gravidade do quadro são: perda de peso superior a 4,5 quilogramas, a presença de sangue nas fezes, febre alta com mais de 38ºC, sintomas persistentes apesar de tratamento e desidratação acentuada.
CONSEQÜÊNCIAS DE UMA DIARRÉIA
Um dos principais efeitos da diarréia é a desidratação, com perda de líquidos e de eletrólitos. Sendo particularmente perigosa em lactentes, crianças e idosos. Os sinais de desidratação são difíceis de avaliar, mas incluem sede, boca seca, debilidade, vertigem, escurecimento e diminuição do volume da urina.
MEDIDAS A TOMAR PERANTE UMA DIARRÉIA
Cuidados alimentares
Sendo a diarréia um sintoma, o tratamento depende da sua origem. A maioria das pessoas com diarréia só tem de evitar a sua origem. No entanto, o primeiro objetivo é prevenir ou tratar a desidratação e as deficiências nutricionais. Quando for possível, há que manter a ingestão de alimentos.
As dietas devem incluir a ingestão de muitos líquidos, de gorduras de fácil digestão, alimentos ricos em hidratos de carbono, tais como bananas, arroz, massa, batatas, sumo de maçã e tostas que proporcionam fibra solúvel e insolúvel sem irritação. Se a tosta estiver ligeiramente queimada o carvão pode ajudar a reter toxinas e eliminá-las do organismo. Devem suspender-se os produtos lácteos.
CUIDADOS FARMACOLÓGICOS
Para ajudar a aliviar o doente com diarréia, o médico pode prescrever um fármaco regulador do rítmo intestinal, que é eficaz no alívio das cólicas abdominais e na perda de fluidos. No entanto, pode agravar os efeitos de uma invasão microbiana, por atraso na eliminação das bactérias e das toxinas pelas fezes. Por vezes, até um agente formador de volume que se utiliza para a prisão de ventre crônica, pode ajudar a aliviar a diarréia.
Existem ainda os reguladores da flora intestinal a base de leveduras (Saccharomyces boulardii) e os produtos nutracêuticos a base de probióticos que pretendem repor a flora do trato gastrintestinal e manter o seu equilíbrio uma vez que é indispensável na manutenção da função intestinal.
PROBIÓTICOS
Os probióticos são microrganismos, não patogênicos, vivos, que quando administrados por via oral e em concentrações adequadas desenvolvem efeitos benéficos na resolução da diarréia. Os microrganismos benéficos são os lactobacilos e as bifidobactérias nomeadamente os Lactobacillus acidophilus e os lactobacillus bifidus.
Os efeitos benéficos dos probióticos são múltiplos e incluem a modulação do equilíbrio da microflora intestinal devido às suas capacidades de adesão às células epiteliais da mucosa intestinal, inibindo o crescimento dos microrganismos patogênicos por competição dos receptores das células epiteliais e também de nutrientes. Os probióticos desenvolvem e potenciam as defesas não imunológicas do trato gastrintestinal e protegem o paciente dos microrganismos patogênicos através da modulação das defesas imunológicas.
PREVENÇÃO DA DIARRÉIA DO VIAJANTE
A higiene adequada e o manuseamento correto dos alimentos previnem a maioria dos casos. A diarréia do viajante é uma perturbação característica por evacuações diarréicas, náuseas e vômitos que afetam com relativa freqüência as pessoas que viajam. Os viajantes devem freqüentar restaurantes com reputação de segurança e não deverão aceitar comida ou bebida oferecida por vendedores ambulantes. Todos os alimentos devem ser cozidos e todas as frutas descascadas. Os turistas deverão beber só bebidas engarrafadas ou preparadas com água que tenha sido fervida. Até os cubos de gelo deverão ser de água previamente fervida.
A vantagem que os antibióticos oferecem como prevenção é controversa, mas estes medicamentos podem ser recomendados para as pessoas especialmente propensas às conseqüências da diarréia do viajante, como os imunosuprimidos. O tratamento inclui beber líquidos abundantes, ingerir uma dieta mole e tomar reguladores do ritmo e da flora intestinal. Mas o mais importante é sem dúvida prevenir a desidratação.
Fonte: Dr.ª Catarina Baptista, farmacêutica responsável pela equipa técnica e pelo serviço de apoio ao cliente - Farmácia de Alcoitão
jornaldocentrodesaude.pt
As diarréias dividem-se em agudas e crônicas. As diarréias agudas têm um início súbito e evolução rápida que oscilam entre uma a duas semanas. Habitualmente estas diarréias são benignas e auto-limitadas, isto é, não são precisos medicamentos para a sua resolução desaparecendo apenas com tratamento sintomático, ou seja, com medicamentos para a hidratação.
As diarréias crônicas são persistentes e duram semanas ou meses, necessitando-se de exames complementares de diagnóstico para identificar rigorosamente a sua causa. As doenças inflamatórias intestinais, os tumores ou algumas infecções podem estar na sua origem.
CAUSAS E SINTOMAS MAIS FREQÜENTES
As causas mais freqüentes das diarréias são as infecções (vírus, bactérias e protozoários), as intoxicações alimentares e os medicamentos (antibióticos, anti-inflamatórios, antiácidos e laxantes). Uma outra causa de diarréia é a intolerância e alergia a determinados alimentos.
Os sintomas mais freqüentes relacionados com a doença diarréica costumam associar-se a febre, náuseas, vômitos, mal-estar e dores de estômago. Os sintomas chaves para determinar a gravidade do quadro são: perda de peso superior a 4,5 quilogramas, a presença de sangue nas fezes, febre alta com mais de 38ºC, sintomas persistentes apesar de tratamento e desidratação acentuada.
CONSEQÜÊNCIAS DE UMA DIARRÉIA
Um dos principais efeitos da diarréia é a desidratação, com perda de líquidos e de eletrólitos. Sendo particularmente perigosa em lactentes, crianças e idosos. Os sinais de desidratação são difíceis de avaliar, mas incluem sede, boca seca, debilidade, vertigem, escurecimento e diminuição do volume da urina.
MEDIDAS A TOMAR PERANTE UMA DIARRÉIA
Cuidados alimentares
Sendo a diarréia um sintoma, o tratamento depende da sua origem. A maioria das pessoas com diarréia só tem de evitar a sua origem. No entanto, o primeiro objetivo é prevenir ou tratar a desidratação e as deficiências nutricionais. Quando for possível, há que manter a ingestão de alimentos.
As dietas devem incluir a ingestão de muitos líquidos, de gorduras de fácil digestão, alimentos ricos em hidratos de carbono, tais como bananas, arroz, massa, batatas, sumo de maçã e tostas que proporcionam fibra solúvel e insolúvel sem irritação. Se a tosta estiver ligeiramente queimada o carvão pode ajudar a reter toxinas e eliminá-las do organismo. Devem suspender-se os produtos lácteos.
CUIDADOS FARMACOLÓGICOS
Para ajudar a aliviar o doente com diarréia, o médico pode prescrever um fármaco regulador do rítmo intestinal, que é eficaz no alívio das cólicas abdominais e na perda de fluidos. No entanto, pode agravar os efeitos de uma invasão microbiana, por atraso na eliminação das bactérias e das toxinas pelas fezes. Por vezes, até um agente formador de volume que se utiliza para a prisão de ventre crônica, pode ajudar a aliviar a diarréia.
Existem ainda os reguladores da flora intestinal a base de leveduras (Saccharomyces boulardii) e os produtos nutracêuticos a base de probióticos que pretendem repor a flora do trato gastrintestinal e manter o seu equilíbrio uma vez que é indispensável na manutenção da função intestinal.
PROBIÓTICOS
Os probióticos são microrganismos, não patogênicos, vivos, que quando administrados por via oral e em concentrações adequadas desenvolvem efeitos benéficos na resolução da diarréia. Os microrganismos benéficos são os lactobacilos e as bifidobactérias nomeadamente os Lactobacillus acidophilus e os lactobacillus bifidus.
Os efeitos benéficos dos probióticos são múltiplos e incluem a modulação do equilíbrio da microflora intestinal devido às suas capacidades de adesão às células epiteliais da mucosa intestinal, inibindo o crescimento dos microrganismos patogênicos por competição dos receptores das células epiteliais e também de nutrientes. Os probióticos desenvolvem e potenciam as defesas não imunológicas do trato gastrintestinal e protegem o paciente dos microrganismos patogênicos através da modulação das defesas imunológicas.
PREVENÇÃO DA DIARRÉIA DO VIAJANTE
A higiene adequada e o manuseamento correto dos alimentos previnem a maioria dos casos. A diarréia do viajante é uma perturbação característica por evacuações diarréicas, náuseas e vômitos que afetam com relativa freqüência as pessoas que viajam. Os viajantes devem freqüentar restaurantes com reputação de segurança e não deverão aceitar comida ou bebida oferecida por vendedores ambulantes. Todos os alimentos devem ser cozidos e todas as frutas descascadas. Os turistas deverão beber só bebidas engarrafadas ou preparadas com água que tenha sido fervida. Até os cubos de gelo deverão ser de água previamente fervida.
A vantagem que os antibióticos oferecem como prevenção é controversa, mas estes medicamentos podem ser recomendados para as pessoas especialmente propensas às conseqüências da diarréia do viajante, como os imunosuprimidos. O tratamento inclui beber líquidos abundantes, ingerir uma dieta mole e tomar reguladores do ritmo e da flora intestinal. Mas o mais importante é sem dúvida prevenir a desidratação.
Fonte: Dr.ª Catarina Baptista, farmacêutica responsável pela equipa técnica e pelo serviço de apoio ao cliente - Farmácia de Alcoitão
jornaldocentrodesaude.pt
GRIPES
Resfriados/gripes e suas conseqüências
Embora casos de infecções virais das vias áreas superiores, que é o nome “científico” dos resfriados e gripes, ocorram durante todo o ano, nos meses frios existe, naturalmente, uma maior incidência, ou seja, mais pessoas são atingidas, em especial crianças e idosos.
Isto se deve a vários fatores: - o ar frio ambiental, que agride as mucosas do nariz, boca e garganta, dificultando o aquecimento e a umidificação do ar que penetra no aparelho respiratório. - a tendência ao fechamento dos ambientes, com maior poluição do ar pela menor renovação, associada ao compartilhamento inevitável dos mesmos, como ônibus, locais de trabalho e outros, que ajuda a disseminar os vírus. - a impossibilidade das pessoas afetadas evitarem o contato com as outras, de modo geral.
Ninguém interrompe suas idas ao trabalho ou às aulas por um “simples resfriado”. - a existência de fatores associados que, pelo próprio resfriado, complicam-no, como ocorre em pessoas idosas, diabéticas, bronquíticas, em especial fumantes, cardíacas e outras. De um modo geral, contaminar-se é bastante comum e praticamente inevitável. Felizmente a maioria dos resfriados são leves e passageiros, não costumando complicar.
Todavia, as “gripes”, causadas pelo vírus da influenza, costumam ser mais graves e, em muitos casos, com ou sem motivo associado, ocorrem complicações, como amidalites, sinusites, pneumonias, bronquites infecciosas e outras. Algumas dicas são importantes:
1. Manter-se bem alimentado, tentando dormir adequadamente.
Existem controvérsias sobre a Vitamina C. Como consenso, podemos dizer que um aumento do consumo parece ajudar no fortalecimento da imunidade, mas nada que justifique doses enormes. Uma boa conduta é trocar o refrigerante das refeições por suco de laranja ou acerola, feito na hora. São ótimas fontes de vitamina C e alimentam. Comer verduras e legumes frescos e crus, também ajuda.
2. Agasalhar-se adequadamente, em casa e nas ruas e evitar os choques térmicos, como sair do banheiro enrolado na toalha úmida após um banho bem quente. Deve-se sair do banheiro completamente vestido, como se entrou. No caso de molhar-se com chuvas, devem-se retirar as peças molhadas o mais rápido possível e secá-las para recolocação ou trocar, se for o caso. Proteger-se enquanto isto.
3. Evitar permanecer em áreas fechadas ou cheias de gente com resfriado/gripe, dentro das possibilidades e, dentro do suportável, tentar manter os ambientes ventilados, renovando o ar. Estando afetado, quando em público, evitar espirrar “no aberto”. Evitar, também, lenços de pano, pois ali os vírus viram “ioiô”. Guardanapos de papel são melhores, devendo ser descartados.
4. Vacinar-se. A vacina ajuda a proteger o organismo em qualquer idade.
5. Prestar atenção aos sinais da doença: resfriados comuns e gripes leves podem ser controlados com analgésicos comuns (dipirona, paracetamol) ou anti-gripal tradicional. Não se deve tomar antibiótico para resfriado, pois ele não mata os vírus. Repouso, boa alimentação e calma resolvem a imensa maioria dos casos.
6. Importante: “gripe ou resfriado” que demora mais de três a quatro dias para melhorar, ou onde a febre persiste por mais de 48 horas, representam, quase sempre, complicações bacterianas, como faringite, amidalite, otite, sinusite, bronquite ou, mesmo, pneumonias.
7. Em caso de sintomas muito intensos, persistência da febre ou qualquer outro sinal de complicação (daquelas doenças), como tosse com escarro amarelo e grosso, catarro purulento ou com sangue pela narina, dor de garganta forte, ínguas e dificuldade para engolir ou falta de ar, a única coisa a fazer é PROCURAR O MÉDICO. Ele saberá avaliar o caso e dar o tratamento adequado e devido. Desta forma, serão evitadas conseqüências físicas e financeiras.
Fonte: servmedsaude.com.br
Embora casos de infecções virais das vias áreas superiores, que é o nome “científico” dos resfriados e gripes, ocorram durante todo o ano, nos meses frios existe, naturalmente, uma maior incidência, ou seja, mais pessoas são atingidas, em especial crianças e idosos.
Isto se deve a vários fatores: - o ar frio ambiental, que agride as mucosas do nariz, boca e garganta, dificultando o aquecimento e a umidificação do ar que penetra no aparelho respiratório. - a tendência ao fechamento dos ambientes, com maior poluição do ar pela menor renovação, associada ao compartilhamento inevitável dos mesmos, como ônibus, locais de trabalho e outros, que ajuda a disseminar os vírus. - a impossibilidade das pessoas afetadas evitarem o contato com as outras, de modo geral.
Ninguém interrompe suas idas ao trabalho ou às aulas por um “simples resfriado”. - a existência de fatores associados que, pelo próprio resfriado, complicam-no, como ocorre em pessoas idosas, diabéticas, bronquíticas, em especial fumantes, cardíacas e outras. De um modo geral, contaminar-se é bastante comum e praticamente inevitável. Felizmente a maioria dos resfriados são leves e passageiros, não costumando complicar.
Todavia, as “gripes”, causadas pelo vírus da influenza, costumam ser mais graves e, em muitos casos, com ou sem motivo associado, ocorrem complicações, como amidalites, sinusites, pneumonias, bronquites infecciosas e outras. Algumas dicas são importantes:
1. Manter-se bem alimentado, tentando dormir adequadamente.
Existem controvérsias sobre a Vitamina C. Como consenso, podemos dizer que um aumento do consumo parece ajudar no fortalecimento da imunidade, mas nada que justifique doses enormes. Uma boa conduta é trocar o refrigerante das refeições por suco de laranja ou acerola, feito na hora. São ótimas fontes de vitamina C e alimentam. Comer verduras e legumes frescos e crus, também ajuda.
2. Agasalhar-se adequadamente, em casa e nas ruas e evitar os choques térmicos, como sair do banheiro enrolado na toalha úmida após um banho bem quente. Deve-se sair do banheiro completamente vestido, como se entrou. No caso de molhar-se com chuvas, devem-se retirar as peças molhadas o mais rápido possível e secá-las para recolocação ou trocar, se for o caso. Proteger-se enquanto isto.
3. Evitar permanecer em áreas fechadas ou cheias de gente com resfriado/gripe, dentro das possibilidades e, dentro do suportável, tentar manter os ambientes ventilados, renovando o ar. Estando afetado, quando em público, evitar espirrar “no aberto”. Evitar, também, lenços de pano, pois ali os vírus viram “ioiô”. Guardanapos de papel são melhores, devendo ser descartados.
4. Vacinar-se. A vacina ajuda a proteger o organismo em qualquer idade.
5. Prestar atenção aos sinais da doença: resfriados comuns e gripes leves podem ser controlados com analgésicos comuns (dipirona, paracetamol) ou anti-gripal tradicional. Não se deve tomar antibiótico para resfriado, pois ele não mata os vírus. Repouso, boa alimentação e calma resolvem a imensa maioria dos casos.
6. Importante: “gripe ou resfriado” que demora mais de três a quatro dias para melhorar, ou onde a febre persiste por mais de 48 horas, representam, quase sempre, complicações bacterianas, como faringite, amidalite, otite, sinusite, bronquite ou, mesmo, pneumonias.
7. Em caso de sintomas muito intensos, persistência da febre ou qualquer outro sinal de complicação (daquelas doenças), como tosse com escarro amarelo e grosso, catarro purulento ou com sangue pela narina, dor de garganta forte, ínguas e dificuldade para engolir ou falta de ar, a única coisa a fazer é PROCURAR O MÉDICO. Ele saberá avaliar o caso e dar o tratamento adequado e devido. Desta forma, serão evitadas conseqüências físicas e financeiras.
Fonte: servmedsaude.com.br
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