Hábitos alimentares na saúde ótima e na prevenção do Câncer
Recentemente temos ouvido muitas informações sobre a importância de uma dieta saudável, porém poucos têm a consciência disto, ou quando se conscientizam já é tarde. Muitos associam dieta saudável á uma dieta sem sal e sem gosto. Esta é uma visão errada da realidade. Uma dieta saudável é muito saborosa. O nosso paladar perde muito da sensibilidade com o excesso de café, açúcar e condimentos em geral (ex. Ketchup em excesso, pimenta etc.). Qualquer chefe de cozinha experiente sabe que um excesso de condimento na cozinha pode mascarar o sabor verdadeiro do prato em questão. Experimente diminuir ou até cortar estes ingredientes, para apurar o paladar e voltar a sentir o real sabor de um manjericão ou uma fruta fresca. Portanto, em se tratando da sua saúde, trate de mudar seus hábitos, pelo menos, de segunda-feira a sexta-feira.
Antes de orientar uma dieta saudável, acho importante compartilhar algumas informações para que se entenda o, porquê, da importância de uma dieta balanceada. Isto vai facilitar a conscientização da importância de alimentar-se bem.
No nosso metabolismo (conjunto dos processos fisiológicos e químicos pelos quais se mantém a vida no organismo) estamos constantemente produzindo metabólitos. Muitos deles são genotóxicos, isto é, são nocivos aos nossos genes (cigarro, álcool, gordura em excesso aumentam estes metabólitos nocivos). Isto aumenta a chance de mutação genética e, portanto um maior risco de produzirmos células cancerosas. Há três semanas um trabalho interessante sobre os componentes da soja (isoflavones, fito estrogênios) sugeriu que tais substâncias alteram os metabólitos genotóxicos para substâncias não tóxicas. Isto explicaria porque as asiáticas que consomem grandes quantidades de soja e derivados têm incidência menor de câncer de mama do que as ocidentais. Vários outros estudos constataram menor risco de câncer em uma dieta diversificada rica em frutas frescas e vegetais. Porém, não podemos esquecer dos agrotóxicos. Portanto, sempre que possível escolha aqueles vegetais “orgânicos” (sem agrotóxicos, ou transgênicos). Caso estes não estejam disponíveis, dê preferência as frutas ao invés das hortaliças, que geralmente estão mais livres destas substâncias tóxicas.
Outros estudos revelaram que o consumo excessivo de gordura saturada (gordura animal), aumenta o risco do câncer de próstata além de aumentar o colesterol ruim (LDL), que aumenta o risco de doença coronariana.
Outro fato conhecido é que o aumento do consumo de dieta rica em fibras (saladas, grãos, verduras cruas), melhora o hábito intestinal, diminuindo a incidência de colite (irritação do colon) no intestino grosso.
Outro aliado importante da dieta saudável é a gordura insaturada ou vegetal (líquida a temperatura ambiente). Estas gorduras estão ricamente distribuídas no azeite de oliva, óleo de milho, soja, amendoim, nozes, ou ainda no açaí, abacate, etc. Vários trabalhos demonstraram que os componentes da gordura vegetal protegeram o DNA da célula diminuindo o risco de produção de células cancerosas. Associado a isto, as vitaminas E e A são ricamente encontradas na gordura vegetal das frutas e nozes. Tem se atribuído a estas vitaminas e a alguns de seus derivados (retinóides), importante papel na redução do risco dos mais variados tipos de câncer.
Associado a isto a gordura vegetal (ricamente distribuídas nas nozes) esta associada a diminuição do colesterol ruim e aumento do colesterol bom (HDL). Isto favorece a diminuição do risco de doença coronariana, o popular “Infarte” (o termo correto é infarto do miocárdio).
O cálcio, presente no leite e derivados, tem se mostrado importante no papel de amenizar a agressividade dos ácidos biliares (componentes da bile) na incidência do câncer de colon e reto (intestino grosso). Sabe-se hoje que além do forte componente genético, os sais biliares têm importante papel no câncer de intestino grosso.
O interessante e curioso, é que todas estas evidências científicas apóiam o antigo e célebre ditado que diz; “a virtude está no meio”. Isto é, quanto mais variada a dieta sem exagerar em um tipo específico de nutriente, melhor. Além disso, tudo que o nosso organismo precisa esta disponível na natureza, e quando obtemos os nutrientes das fontes naturais, manipulamos estes nutrientes de maneira mais adequada (melhor do que nas vitaminas sintéticas). Obviamente isto era esperado, pois o nosso organismo foi programado para existir com nutrientes naturais. Portanto, baseado nestas evidências, associado a uma boa dose de bom senso, elaborei as dicas nutricionais abaixo:
1. Comer pelo menos uma qualidade de fruta no desjejum, almoço e jantar. Caso não tenha tempo, beba um copo de vitamina de frutas pela manhã (bata laranja com morango, mamão abacaxi etc.).
2. Comer pelo menos uma qualidade de verdura no almoço e jantar
3. Comer carnes magras, aves (sem hormônios) ou peixes (assados ou grelhados).
4. Coma sempre um tipo de salada no almoço e jantar. Lembre-se quanto mais colorida a salada ou o prato de legumes, mais saudável ele é.
5. Evitar alimentos gordurosos (principalmente de origem animal), frituras, condimentos muito fortes.
6. Beber de 8 a 10 copos d’água por dia
7. Acrescente pelo menos uma qualidade de grãos (milho, soja, ervilha), em pelo menos uma refeição.
8. Importantíssimo: coma uma barra de cereal ou uma fruta entre as refeições e antes de deitar.
9. Evite o jejum prolongado, pois além de desviar o metabolismo para armazenar gordura, isto propicia o acúmulo de gordura no fígado (esteatose hepática, fase pré-cirrótica). Portanto siga a recomendação 8 com rigor.
10. Consuma apenas um cálice de vinho tinto no jantar, isto ajuda baixar o colesterol.
11. Beba um copo d’água mineral para cada dose de bebida alcoólica (isto dilui o efeito tóxico do álcool na corrente sanguínea).
12. Evite jantar muito tarde e deitar após refeições pesadas.
13. Sugestão de um bom café da manhã ou até um almoço “light”: Uma porção de salada de frutas, uma porção de yogurte, granola e mel.
14. Dieta livre no final de semana porque ninguém é de ferro.
terça-feira, 23 de fevereiro de 2010
Pânico
Síndrome do pânico: saiba como lidar com ela
Ele ou ela entra no consultório com aparência mais saudável possível, costumam ter entre 20 e 35 anos e quase sempre trazem uma pilha de exames totalmente normais. Olham para mim como se eu fosse a sua última esperança.
Geralmente são adultos bem sucedidos. Tem uma autocrítica acima da média, e por serem muito competentes atraem, naturalmente, muita responsabilidade. Eu diria que este tipo de paciente “dá um passo maior do que a perna”. São devotos à perfeição e, portanto, como assumem muitos compromissos, não conseguem executa-los da maneira que gostariam.
Isto de maneira lenta e progressiva leva a um conflito interno. Este conflito gera ansiedade que se persistir, pode culminar com o distúrbio da ansiedade* mais conhecido do momento: “a síndrome do pânico” ou “ataque de pânico”.
*Os distúrbios da ansiedade não são considerados condições psiquiátricas e são caracterizados por componentes psicológicos (tensão, medos, apreensão e dificuldade de concentração) e somáticos (taquicardia, aumento da freqüência respiratória com sensação de falta de ar, palpitação, tremores e transpiração).
Os distúrbios da ansiedade são: 1) transtorno obsessivo-compulsivo; 2) ansiedade generalizada; 3) ansiedade fóbica; 4) transtornos dissociativos. 5) transtorno do pânico (síndrome do pânico).
No ataque de pânico, os pacientes se queixam de uma crise de taquicardia, formigamento ao redor da boca, lábios e nas extremidades (mãos), taquicardia (aumento da freqüência dos batimentos cardíacos), falta de ar, transpiração intensa e fria, principalmente nas mãos, e as vezes sensação de desmaio. Junto com estas manifestações fisiológicas, o paciente se queixa de um medo intenso de morrer.
Apesar de curta e imprevisível, a crise pode ser desencadeada por lugares muito cheios (shopping, cinema, trânsito etc), caracterizando a agorafobia (medo de lugares repletos de pessoas). Em trinta por cento dos casos, o ataque de pânico acontece no meio da noite.
Todos os pacientes sentem uma ansiedade antecipatória da crise, gerando insegurança que os limita para atividades rotineiras. Estes pacientes freqüentemente acabam em um serviço de emergência queixando-se de ataque cardíaco ou queda de açúcar.
No meu entender, o ataque de pânico nada mais é do que uma resposta de adrenalina (adrenérgica) a um inimigo virtual e portanto, totalmente inadequada. A resposta adrenérgica é muito conhecida no mundo animal. Ela é um mecanismo de defesa primitivo, que prepara o animal para escapar do predador ou caçar a presa.
A adrenalina promove algumas alterações como:
1) transporta o sangue superficial da pele para o músculo fazendo com que o músculo fique mais irrigado e forte. Daí a palidez e o formigamento nas extremidades e face (menos irrigação sanguínea nesta área).
2) dilata a pupila para melhorar a acuidade visual;
3) aumenta a intensidade e os batimentos cardíacos para melhorar a oxigenação dos tecidos.
4) eleva a pressão arterial para, também, melhor irrigar as células.
Ora, o que temos que entender é que diante das pressões do mundo moderno, somos cobrados intensamente (principalmente por nós mesmos) e nos agredimos tanto que o nosso organismo libera a resposta de defesa pré-programada mais primitiva: adrenalina no sangue. O paciente então apresenta todas as manifestações somáticas, não entende o que está acontecendo, acha que vai morrer e entra em pânico.
Como lidar com isso?
Primeiramente devemos pesquisar se o paciente esta dormindo bem, pois estes ataques estão fortemente associados a noites mal dormidas. Sendo este o fator de “stress” e ansiedade. Uma vez descartado o distúrbio do sono, devemos optar por medicamentos e psicoterapia com o intuito de detectarmos e tratarmos o foco de ansiedade. Estes medicamentos controlam rapidamente e facilmente a maioria dos casos.
Na crise aguda os benzodiazepínicos são os preferidos (popular calmante). Para manutenção do tratamento, dá-se preferência aos antidepressivos, não porque o paciente está deprimido, mas sim porque estes medicamentos funcionam bem e não causam dependência. Este tratamento dura de 1 a 2 anos. O acompanhamento com um profissional especializado (psicólogo ou psiquiatra) é bom e sempre recomendável.
Na realidade temos de conscientizar o paciente a não se envolver tanto, a apertar o “botão dane-se”, a procurar mudar de hábitos, ter mais válvulas de escape. A válvula de escape que mais recomendo é o esporte quando possível.
A leitura de assuntos agradáveis e diferentes do assunto de trabalho sempre ajuda. A introspecção diária é importantíssima para localizar o foco da ansiedade. Uma vez localizado, devemos enfrentar o problema de frente e escolhermos a melhor solução, sem culpa.
Dicas para prevenir síndrome do pânico
1) Durma bem, se tiver dificuldade procure um profissional para pesquisar o motivo;
2) evite comer durante o trabalho, pare e faça as refeições com calma;
3) coma uma fruta entre as refeições;
4) faça uma atividade física pelo menos 60 minutos, pelo menos, três vezes por semana (comece devagar); 5) faça o que estiver a seu alcance, para aquilo que estiver fora do seu alcance, aperte o “dane-se” e seja feliz.
6) faça mais vezes o que gosta;
7) seja menos rigoroso consigo mesmo.
Fonte: www.clinicalcare.com.br
Ele ou ela entra no consultório com aparência mais saudável possível, costumam ter entre 20 e 35 anos e quase sempre trazem uma pilha de exames totalmente normais. Olham para mim como se eu fosse a sua última esperança.
Geralmente são adultos bem sucedidos. Tem uma autocrítica acima da média, e por serem muito competentes atraem, naturalmente, muita responsabilidade. Eu diria que este tipo de paciente “dá um passo maior do que a perna”. São devotos à perfeição e, portanto, como assumem muitos compromissos, não conseguem executa-los da maneira que gostariam.
Isto de maneira lenta e progressiva leva a um conflito interno. Este conflito gera ansiedade que se persistir, pode culminar com o distúrbio da ansiedade* mais conhecido do momento: “a síndrome do pânico” ou “ataque de pânico”.
*Os distúrbios da ansiedade não são considerados condições psiquiátricas e são caracterizados por componentes psicológicos (tensão, medos, apreensão e dificuldade de concentração) e somáticos (taquicardia, aumento da freqüência respiratória com sensação de falta de ar, palpitação, tremores e transpiração).
Os distúrbios da ansiedade são: 1) transtorno obsessivo-compulsivo; 2) ansiedade generalizada; 3) ansiedade fóbica; 4) transtornos dissociativos. 5) transtorno do pânico (síndrome do pânico).
No ataque de pânico, os pacientes se queixam de uma crise de taquicardia, formigamento ao redor da boca, lábios e nas extremidades (mãos), taquicardia (aumento da freqüência dos batimentos cardíacos), falta de ar, transpiração intensa e fria, principalmente nas mãos, e as vezes sensação de desmaio. Junto com estas manifestações fisiológicas, o paciente se queixa de um medo intenso de morrer.
Apesar de curta e imprevisível, a crise pode ser desencadeada por lugares muito cheios (shopping, cinema, trânsito etc), caracterizando a agorafobia (medo de lugares repletos de pessoas). Em trinta por cento dos casos, o ataque de pânico acontece no meio da noite.
Todos os pacientes sentem uma ansiedade antecipatória da crise, gerando insegurança que os limita para atividades rotineiras. Estes pacientes freqüentemente acabam em um serviço de emergência queixando-se de ataque cardíaco ou queda de açúcar.
No meu entender, o ataque de pânico nada mais é do que uma resposta de adrenalina (adrenérgica) a um inimigo virtual e portanto, totalmente inadequada. A resposta adrenérgica é muito conhecida no mundo animal. Ela é um mecanismo de defesa primitivo, que prepara o animal para escapar do predador ou caçar a presa.
A adrenalina promove algumas alterações como:
1) transporta o sangue superficial da pele para o músculo fazendo com que o músculo fique mais irrigado e forte. Daí a palidez e o formigamento nas extremidades e face (menos irrigação sanguínea nesta área).
2) dilata a pupila para melhorar a acuidade visual;
3) aumenta a intensidade e os batimentos cardíacos para melhorar a oxigenação dos tecidos.
4) eleva a pressão arterial para, também, melhor irrigar as células.
Ora, o que temos que entender é que diante das pressões do mundo moderno, somos cobrados intensamente (principalmente por nós mesmos) e nos agredimos tanto que o nosso organismo libera a resposta de defesa pré-programada mais primitiva: adrenalina no sangue. O paciente então apresenta todas as manifestações somáticas, não entende o que está acontecendo, acha que vai morrer e entra em pânico.
Como lidar com isso?
Primeiramente devemos pesquisar se o paciente esta dormindo bem, pois estes ataques estão fortemente associados a noites mal dormidas. Sendo este o fator de “stress” e ansiedade. Uma vez descartado o distúrbio do sono, devemos optar por medicamentos e psicoterapia com o intuito de detectarmos e tratarmos o foco de ansiedade. Estes medicamentos controlam rapidamente e facilmente a maioria dos casos.
Na crise aguda os benzodiazepínicos são os preferidos (popular calmante). Para manutenção do tratamento, dá-se preferência aos antidepressivos, não porque o paciente está deprimido, mas sim porque estes medicamentos funcionam bem e não causam dependência. Este tratamento dura de 1 a 2 anos. O acompanhamento com um profissional especializado (psicólogo ou psiquiatra) é bom e sempre recomendável.
Na realidade temos de conscientizar o paciente a não se envolver tanto, a apertar o “botão dane-se”, a procurar mudar de hábitos, ter mais válvulas de escape. A válvula de escape que mais recomendo é o esporte quando possível.
A leitura de assuntos agradáveis e diferentes do assunto de trabalho sempre ajuda. A introspecção diária é importantíssima para localizar o foco da ansiedade. Uma vez localizado, devemos enfrentar o problema de frente e escolhermos a melhor solução, sem culpa.
Dicas para prevenir síndrome do pânico
1) Durma bem, se tiver dificuldade procure um profissional para pesquisar o motivo;
2) evite comer durante o trabalho, pare e faça as refeições com calma;
3) coma uma fruta entre as refeições;
4) faça uma atividade física pelo menos 60 minutos, pelo menos, três vezes por semana (comece devagar); 5) faça o que estiver a seu alcance, para aquilo que estiver fora do seu alcance, aperte o “dane-se” e seja feliz.
6) faça mais vezes o que gosta;
7) seja menos rigoroso consigo mesmo.
Fonte: www.clinicalcare.com.br
Bulimia
Sintomas comuns da bulimia
Bulimia nervosa
Pessoas com bulimia nervosa ingerem grandes quantidades de alimentos e depois eliminam o excesso de calorias através de jejuns prolongados, vômitos auto-induzidos, laxantes, diuréticos ou na prática exagerada e obsessiva de exercícios físicos.
Devido ao "comer compulsivo seguido de eliminação" em segredo, e ao fato de manterem seu peso normal ou com pouca variação deste, essas pessoas conseguem muitas vezes esconder seu problema das outras pessoas por anos.
Assim como a anorexia, a bulimia caracteristicamente se inicia na adolescência. A doença ocorre mais freqüentemente em mulheres, mas também atinge os homens.
Indivíduos com bulimia nervosa, mesmo aqueles com peso normal, podem prejudicar gravemente seu organismo com o hábito freqüente de comerem compulsivamente e se "desintoxicarem" em seguida.
Sintomas comuns da bulimia
Interrupção da menstruação.
Interesse exagerado por alimentos e desenvolvimento de estranhos rituais alimentares.
Comer em segredo.
Obsessão por exercício físico.
Depressão.
Ingestão compulsiva e exagerada de alimentos.
Vômitos ou uso de drogas para indução de vômito, evacuação ou diurese.
Alimentação excessiva sem nítido ganho de peso.
Longos períodos de tempo no banheiro para induzir o vômito.
Abuso de drogas e álcool.
Personalidade: pessoas que desenvolvem bulimia quase sempre consomem enormes quantidades de alimentos, geralmente sem valor nutritivo, para diminuir o estresse e aliviar a ansiedade. Entretanto, com a extravagância alimentar, surgem a culpa e depressão.
Pessoas com profissões ou atividades que valorizam a magreza, como modelos, bailarinos e atletas, são mais suscetíveis ao problema.
Tratamento
Quanto mais cedo for diagnosticado o problema, melhor. Quanto mais tempo persistir o comportamento alimentar anormal, mais difícil será superar o distúrbio e seus efeitos no organismo.
O apoio e incentivo da família e dos amigos podem desempenhar importante papel no êxito do tratamento. O ideal de tratamento é que a equipe envolva uma variedade de especialistas: um clínico, um nutricionista, um psiquiatra e um terapeuta individual, de grupo ou familiar.
Fonte: www.afh.bio.br
Bulimia nervosa
Pessoas com bulimia nervosa ingerem grandes quantidades de alimentos e depois eliminam o excesso de calorias através de jejuns prolongados, vômitos auto-induzidos, laxantes, diuréticos ou na prática exagerada e obsessiva de exercícios físicos.
Devido ao "comer compulsivo seguido de eliminação" em segredo, e ao fato de manterem seu peso normal ou com pouca variação deste, essas pessoas conseguem muitas vezes esconder seu problema das outras pessoas por anos.
Assim como a anorexia, a bulimia caracteristicamente se inicia na adolescência. A doença ocorre mais freqüentemente em mulheres, mas também atinge os homens.
Indivíduos com bulimia nervosa, mesmo aqueles com peso normal, podem prejudicar gravemente seu organismo com o hábito freqüente de comerem compulsivamente e se "desintoxicarem" em seguida.
Sintomas comuns da bulimia
Interrupção da menstruação.
Interesse exagerado por alimentos e desenvolvimento de estranhos rituais alimentares.
Comer em segredo.
Obsessão por exercício físico.
Depressão.
Ingestão compulsiva e exagerada de alimentos.
Vômitos ou uso de drogas para indução de vômito, evacuação ou diurese.
Alimentação excessiva sem nítido ganho de peso.
Longos períodos de tempo no banheiro para induzir o vômito.
Abuso de drogas e álcool.
Personalidade: pessoas que desenvolvem bulimia quase sempre consomem enormes quantidades de alimentos, geralmente sem valor nutritivo, para diminuir o estresse e aliviar a ansiedade. Entretanto, com a extravagância alimentar, surgem a culpa e depressão.
Pessoas com profissões ou atividades que valorizam a magreza, como modelos, bailarinos e atletas, são mais suscetíveis ao problema.
Tratamento
Quanto mais cedo for diagnosticado o problema, melhor. Quanto mais tempo persistir o comportamento alimentar anormal, mais difícil será superar o distúrbio e seus efeitos no organismo.
O apoio e incentivo da família e dos amigos podem desempenhar importante papel no êxito do tratamento. O ideal de tratamento é que a equipe envolva uma variedade de especialistas: um clínico, um nutricionista, um psiquiatra e um terapeuta individual, de grupo ou familiar.
Fonte: www.afh.bio.br
Comer
Comer-compulsivo: transtorno mais freqüente em mulheres
É um dos transtornos alimentares que se assemelha à bulimia, pois caracteriza-se por episódios de ingestão exagerada e compulsiva de alimentos e, no entanto, difere da bulimia, pois as pessoas afetadas não produzem a eliminação forçada dos alimentos ingeridos (tomar laxantes e/ou provocar vômitos).
Pessoas com esse transtorno sentem que perdem o controle quando comem. Ingerem grandes quantidades de alimentos e não param enquanto não se sentem "empanturradas".
Geralmente apresentam dificuldades em emagrecer ou manter o peso. Quase todas as pessoas com esse transtorno são obesas e apresentam história de variação de peso. São propensas a vários problemas médicos graves associados à obesidade, como o aumento do colesterol, hipertensão arterial e diabetes.
É um transtorno mais freqüente em mulheres.
Sintomas:
- Comer em segredo.
- Depressão.
- Ingestão compulsiva e exagerada de alimentos.
- Abuso de drogas e álcool.
Tratamento
O êxito é maior quando diagnosticados precocemente. Precisa de um plano de tratamento abrangente, em geral, um clínico, nutricionista ou um terapeuta, para lhe dar apoio emocional constante, enquanto o paciente começa a entender a doença de uma forma de terapia que ensine os pacientes a modificar pensamentos e comportamentos anormais, que em geral, são mais produtivas.
Na calada da noite
A ingestão exagerada e compulsiva de alimentos, característica da bulimia e do comer compulsivo foi batizada, em inglês, com o nome de binge eating (orgia alimentar). Elas geralmente ocorrem na calada da noite, longe do olhar de censura de outras pessoas, e são acompanhadas por uma sensação subjetiva de perda de controle, seguida de culpa.
Assim como ocorre na compulsão pelo álcool, pelas drogas, pelo sexo, ou em outras formas de dependência, as causas profundas do comer compulsivo continuam a ser um mistério para os estudiosos.
Indivíduos obesos têm maior risco de doenças cardíacas e alguns tipos de câncer (estômago/
intestino).
Fonte: www.afh.bio.br
É um dos transtornos alimentares que se assemelha à bulimia, pois caracteriza-se por episódios de ingestão exagerada e compulsiva de alimentos e, no entanto, difere da bulimia, pois as pessoas afetadas não produzem a eliminação forçada dos alimentos ingeridos (tomar laxantes e/ou provocar vômitos).
Pessoas com esse transtorno sentem que perdem o controle quando comem. Ingerem grandes quantidades de alimentos e não param enquanto não se sentem "empanturradas".
Geralmente apresentam dificuldades em emagrecer ou manter o peso. Quase todas as pessoas com esse transtorno são obesas e apresentam história de variação de peso. São propensas a vários problemas médicos graves associados à obesidade, como o aumento do colesterol, hipertensão arterial e diabetes.
É um transtorno mais freqüente em mulheres.
Sintomas:
- Comer em segredo.
- Depressão.
- Ingestão compulsiva e exagerada de alimentos.
- Abuso de drogas e álcool.
Tratamento
O êxito é maior quando diagnosticados precocemente. Precisa de um plano de tratamento abrangente, em geral, um clínico, nutricionista ou um terapeuta, para lhe dar apoio emocional constante, enquanto o paciente começa a entender a doença de uma forma de terapia que ensine os pacientes a modificar pensamentos e comportamentos anormais, que em geral, são mais produtivas.
Na calada da noite
A ingestão exagerada e compulsiva de alimentos, característica da bulimia e do comer compulsivo foi batizada, em inglês, com o nome de binge eating (orgia alimentar). Elas geralmente ocorrem na calada da noite, longe do olhar de censura de outras pessoas, e são acompanhadas por uma sensação subjetiva de perda de controle, seguida de culpa.
Assim como ocorre na compulsão pelo álcool, pelas drogas, pelo sexo, ou em outras formas de dependência, as causas profundas do comer compulsivo continuam a ser um mistério para os estudiosos.
Indivíduos obesos têm maior risco de doenças cardíacas e alguns tipos de câncer (estômago/
intestino).
Fonte: www.afh.bio.br
Hepatite C
O que é hepatite C
A Hepatite C é uma doença do fígado recentemente descoberta, causada por um vírus e que ataca o fígado, sendo que somente em 1990, foi desenvolvido o exame de detecção da hepatite C, ou como era chamada –hepatite não-A não-B.
Um dos cinco diferentes vírus que causam hepatite (chamados de: A, B, C, D,E, F e G), a hepatite C vive no sangue e ataca principalmente o fígado causando fibroses, inflamações e eventualmente cirrose, podendo levar de 20 a 30 anos para se manifestar.
É uma doença quase totalmente assintomática e só se descobre em exames de rotina, doações de sangue ou sintomas de fatiga inexplicável, febres baixas e mais adiante, por icterícia, ascite (barriga d’água) nos casos mais avançados.
Transmissão
A Hepatite C não é uma doença socialmente transmissível, como a Hepatite A. A única forma de transmissão se dá através do contato direto com sangue contaminado – isto é – injeções, objetos cortantes, instrumentos cirúrgicos mal esterilizados hemodiálises, tatuagens, piercings, entre outros.
A infecção se manifesta pelo contato direto com o sangue de uma pessoa infectada (ex. o portador utiliza algum objeto perfurante, seu companheiro utiliza o mesmo objeto, a contaminação acontece). Há estimativas de que 85% das pessoas infectadas pelo vírus da hepatite C anualmente, desenvolverão a doença de forma crônica, os 15% restantes, conseguem eliminar o vírus espontaneamente – não se sabe como.
De cada 100, 20 portadores desenvolverão cirrose hepática e destes, 5 desenvolverão hepatocarcinoma (câncer do fígado).
As formas mais comum de se pegar a hepatite C são através do uso comum de agulhas por meio de drogas injetáveis, através do piercing ou tatuagens com agulhas infectadas , fazer uma tatuagem ou um piercing com instrumentos não esterilizados ou descartáveis – até mesmo a tinta pode estar contaminada.
A transmissão por via sexual é menor do que 3% e só acontece em relações sexuais que envolvam sangue (menstruação, feridas genitais, sexo bruto, sexo anal), portanto se você considera que sua vida sexual pode ser um risco – use camisinha! Além de se proteger de doenças mais comuns, você diminuirá suas chances de ter o vírus C.
Antes de 1990, médicos não podiam analisar o sangue para a hepatite C e algumas pessoas receberam sangue contaminado. Qualquer um que tenha recebido transfusões de sangue ou tiver sido submetido a um transplante antes de1992,devera ser testado para anti-corpos do HCV.
Sintomas da Hepatite C
Muitos portadores de HCV não mostram sintomas. No entanto, algumas pessoas com o vírus sentem sintomas de gripe, que incluem fatiga, náusea, febre, perda de apetite, dor de estômago e diarréia. Algum também tem a urina amarela escura e fezes claras, apresentam olhos e pele amarelados.
Vitaminas importantes
A função do fígado é essencial a cada uma das células do corpo e afeta todos os nutrientes, grandes e pequenos,inclusive os micronutrientes - as vitaminas e os minerais. Doenças do fígado podem causar impacto direto sobre as vitaminas, causando dificuldades na digestão, nos intestinos ou no armazenamento e no processamento delas, uma vez que sejam absorvidas pela corrente sanguínea.
A adequação das vitaminas pode também ser diretamente afetada por doenças do fígado. Sintomas de doenças tais como falta de apetite, diarréia, náusea e vômitos podem comprometer a ingestão correta dos alimentos. Os medicamentos, os efeitos secundários e restriçòes dietéticas podem causar problemas na ingestão de nutrientes.
É muito importante saber e compreender as funções das vitaminas em organismos que apresentam disfunções do fígado. E isso vai ajuda-lo a estabelecer uma dieta adequada à sua condição.
Fonte: www.hepc.hoster.com.br
A Hepatite C é uma doença do fígado recentemente descoberta, causada por um vírus e que ataca o fígado, sendo que somente em 1990, foi desenvolvido o exame de detecção da hepatite C, ou como era chamada –hepatite não-A não-B.
Um dos cinco diferentes vírus que causam hepatite (chamados de: A, B, C, D,E, F e G), a hepatite C vive no sangue e ataca principalmente o fígado causando fibroses, inflamações e eventualmente cirrose, podendo levar de 20 a 30 anos para se manifestar.
É uma doença quase totalmente assintomática e só se descobre em exames de rotina, doações de sangue ou sintomas de fatiga inexplicável, febres baixas e mais adiante, por icterícia, ascite (barriga d’água) nos casos mais avançados.
Transmissão
A Hepatite C não é uma doença socialmente transmissível, como a Hepatite A. A única forma de transmissão se dá através do contato direto com sangue contaminado – isto é – injeções, objetos cortantes, instrumentos cirúrgicos mal esterilizados hemodiálises, tatuagens, piercings, entre outros.
A infecção se manifesta pelo contato direto com o sangue de uma pessoa infectada (ex. o portador utiliza algum objeto perfurante, seu companheiro utiliza o mesmo objeto, a contaminação acontece). Há estimativas de que 85% das pessoas infectadas pelo vírus da hepatite C anualmente, desenvolverão a doença de forma crônica, os 15% restantes, conseguem eliminar o vírus espontaneamente – não se sabe como.
De cada 100, 20 portadores desenvolverão cirrose hepática e destes, 5 desenvolverão hepatocarcinoma (câncer do fígado).
As formas mais comum de se pegar a hepatite C são através do uso comum de agulhas por meio de drogas injetáveis, através do piercing ou tatuagens com agulhas infectadas , fazer uma tatuagem ou um piercing com instrumentos não esterilizados ou descartáveis – até mesmo a tinta pode estar contaminada.
A transmissão por via sexual é menor do que 3% e só acontece em relações sexuais que envolvam sangue (menstruação, feridas genitais, sexo bruto, sexo anal), portanto se você considera que sua vida sexual pode ser um risco – use camisinha! Além de se proteger de doenças mais comuns, você diminuirá suas chances de ter o vírus C.
Antes de 1990, médicos não podiam analisar o sangue para a hepatite C e algumas pessoas receberam sangue contaminado. Qualquer um que tenha recebido transfusões de sangue ou tiver sido submetido a um transplante antes de1992,devera ser testado para anti-corpos do HCV.
Sintomas da Hepatite C
Muitos portadores de HCV não mostram sintomas. No entanto, algumas pessoas com o vírus sentem sintomas de gripe, que incluem fatiga, náusea, febre, perda de apetite, dor de estômago e diarréia. Algum também tem a urina amarela escura e fezes claras, apresentam olhos e pele amarelados.
Vitaminas importantes
A função do fígado é essencial a cada uma das células do corpo e afeta todos os nutrientes, grandes e pequenos,inclusive os micronutrientes - as vitaminas e os minerais. Doenças do fígado podem causar impacto direto sobre as vitaminas, causando dificuldades na digestão, nos intestinos ou no armazenamento e no processamento delas, uma vez que sejam absorvidas pela corrente sanguínea.
A adequação das vitaminas pode também ser diretamente afetada por doenças do fígado. Sintomas de doenças tais como falta de apetite, diarréia, náusea e vômitos podem comprometer a ingestão correta dos alimentos. Os medicamentos, os efeitos secundários e restriçòes dietéticas podem causar problemas na ingestão de nutrientes.
É muito importante saber e compreender as funções das vitaminas em organismos que apresentam disfunções do fígado. E isso vai ajuda-lo a estabelecer uma dieta adequada à sua condição.
Fonte: www.hepc.hoster.com.br
Glúten
Artigo Interessante e de Leitura Necessária
Por Márcia Cezimbra
Glúten. Este é o novo vilão que deve ser banido do cardápio em nome da saúde e da boa forma. Há tempos que médicos e nutricionistas sabem que o glúten, uma substância encontrada no trigo, no centeio, na cevada e na aveia - A GLIACINA -transforma-se numa espécie de cola ao chegar no intestino e gruda nas paredes intestinais, provocando, aos poucos, saturação do aparelho digestivo, o aumento da gordura visceral (na região do abdômen), dores articulares, alergias cutâneas, enxaqueca e depressão. O perigo se agravou devido ao consumo excessivo de pães, biscoitos, macarrão, bolos. Até alguns queijos e embutidos contêm o agora maldito glúten. Os resultados já aparecem nos consultórios de nutrólogos, alergistas e nutricionistas: obesidade, síndrome de resistência à insulina, deficiência de cálcio (o trigo vem sempre adicionado de açúcar), alergias, diarréias, doenças auto-imunes.
O nutrólogo João Curvo diz que, para os chineses, o excesso de glúten no organismo é sinal de má higiene interna: o metabolismo emperra, favorecendo bactérias que gostam de calor e estagnação.
A pediatra e nutróloga Clara Brandão, do Ministério da Saúde, premiada por suas alternativas para a mesa brasileira, defende o que chama de nossa "soberania alimentar": mandioca, milho e arroz no lugar do trigo importado, que faz tanto mal. E, se abolir o glúten ajuda a emagrecer, a "dieta sem glúten" virou febre nas academias. Agora, pães de aipim e de milho, macarrão de arroz e cookies de soja são as novas "delícias" dos supermercados.
GRAÇAS AO SÚBITO DESEJO DA FILHA LOUISE DE EMAGRECER, a família de César Hasky, dono do restaurante japonês Ten Kai, em Ipanema, descobriu as maravilhas da vida sem glúten. A mãe, Rina, ao levar a filha ao nutricionista Leonardo Haus também adotou a reeducação alimentar que consiste em evitar saturação do metabolismo provocada pelo excesso de glúten no intestino. A surpresa veio quando mãe e filha começaram facilmente a emagrecer e até César, que não estava de dieta, adotou os pães de aipim, de abóbora e de cenoura, encomendados na rede Mundo Verde ou no restaurante Celeiro:
- A barriga vai sumindo, você fica mais leve. Eu não imaginava que o glúten fizesse tanto mal. E você vive muito bem sem o trigo. Pode comer pães e bolos gostosos sem glúten de manhã ou à tarde, sem sofrimento algum - diz Rina.
O nutricionista Leonardo Haus recomenda um período de três meses de dessensibilização ao glúten, no qual não se pode comer trigo, centeio, cevada ou aveia, os quatro cereais que contêm a substância. Depois, segundo ele, é possível comer esporadicamente sem risco de danos:
- Essa é a idéia da reeducação alimentar. Você pode comer um pãozinho, mas o excesso pode alterar todo o seu metabolismo, baixar a imunidade do organismo e levar a doenças. Mas é bom lembrar que nem todo obeso tem essa intolerância alimentar. Intestino sem glúten produz serotonina e gera alegria. A guerra contra o pão e o macarrão já começou também na escolinha de vôlei das jogadoras Sandra e Elaine, no Leblon. Atletas do ranking brasileiro de vôlei de praia, elas proíbem as alunas que querem emagrecer de comer pão depois das 17h. As atletas aprenderam com seus médicos que, no entardecer, o metabolismo vai ficando naturalmente mais lento e a digestão daquele trigo ficará ainda mais difícil. O pãozinho terá muito mais chances de virar gordura - e abdominal!
- Não proibimos o pão, mas, se puderem evitar, principalmente à noite, é melhor. Isso não significa que não podemos comer um macarrão depois de um treino. Pode, mas não toda hora. O excesso não é metabolizado e vira gordura - explica Sandra.
- Eu, às vezes, não resisto. Vou à padaria Rio-Lisboa e como três pães franceses quentinhos de uma vez. E com muita manteiga! Mas só de vez em quando e escondido de meu técnico. No dia a dia, evito o pão e me sinto mais leve e bem disposta. O ideal é comer sempre frutas e saladas - diz Elaine.
Se banir o pão foi secando a barriga das mulheres, a nova onda chegou instantaneamente às academias de ginástica. A academia Velox, por exemplo, oferece saladas que há muito tempo fazem parte dos lanches dos atletas.
Leves, nutritivas e de baixa caloria. As redes Body Tech e Pró-Forma também seguem o exemplo. É um incontrolável efeito dominó. Se uma mulher seca abolindo o glúten, centenas de outras vão fazer o mesmo para secar também.
E não faltam receitas sem glúten.
A quituteira anúglúten gaúcha Paula Santos oferece dezenas no site www.riosemgluten.com. Um dos segredos da nova dieta é não desanimar diante de um pão de aipim com a consistência de uma pedra portuguesa. Há bons fabricantes de produtos sem glúten e outros nem tanto. Leonardo Haus indica os pães sem glúten produzidos em Santa Catarina, vendidos na rede Mundo Verde e no restaurante Fontes, em Ipanema, ou ainda os de fabricação própria do restaurante Celeiro, no Leblon. Os novos alimentos sem glúten já estão nas prateleiras dos supermercados: macarrão de arroz, cookies de soja, bolos de cenoura.
Para a clínica Eliana Correa, com pós-graduação em medicina ortomolecular, depois do período de dessensibilização, pode-se até comer glúten de vez em quando, mas, segundo ela, a pessoa se sente tão bem que passar a evitar o alimento, como ela própria e suas três filhas:
- Quem sofreu a vida inteira com enxaqueca por causa de intolerância ao glúten não vai querer mais comer o alimento porque sabe que voltará a se sentir mal.
Aí vem a pergunta clássica: Mas eu vou comer o quê? Eu, por exemplo, como batata-doce no café da manhã. Iode-se comer aipim, tapioca, pães sem glúten. A variedade é imensa e os benefícios, ainda maiores. Eu, que brigava tanto com o leite e seus efeitos alérgicos, descobri que o glúten é muito pior. Eliana faz em seus pacientes exames de sangue que detectam alergias que não causam efeito imediato, mas vão minando o metabolismo e são chamadas por isso de alergias retardadas. O sangue colhido dos pacientes é enviado para laboratórios nos Estados Unidos, que dosam intolerância a 96 alimentos. O exame custa R$ 900. No Brasil, só há exames para 37 alimentos que causam apenas alergias imediatas (quando o paciente passa mal imediatamente).
Um alimento normal leva 18 horas da mastigação até ser eliminado pelo reto.
O glúten leva 26 horas. O excesso vai retendo cada vez mais toxinas no organismo e promovendo a disbiose, que é a alteração da flora normal, com fermentação, retenção de líquidos. É o começo de uma série de doenças articulares, auto-imunes e até depressão.
GOSTOSO E IRRESISTÍVEL, O PÃO FRANCÊS QUENTINHO com a manteiga derretendo pode ser maldito para quem não quer engordar.
Mas proibido mesmo, só para portadores da doença celíaca, uma intolerância de origem genética ao glúten que provoca distúrbios gastrintestinais, diarréias violentas e até morte. No Brasil, em estimativas imprecisas, a doença atinge um em cada 300 brasileiros. Uma delas é Ane Benati, de 39 anos, que, entre os sete irmãos, tem outros três e uma sobrinha celíacos.
Ela viu suas irmãs gêmeas definharem por 20 anos em busca de um diagnóstico e, há dez anos, uma delas, Raquel Benati, quase morreu com 39 quilos para o seu 1,70m, quando enfim descobriu que era celíaca.
- Foi só tirar o glúten e minha irmã parecia que tinha tomado fermento. Engordou e ficou boa rapidamente. Pensei que ela ia morrer. Fiz logo o exame e vi que eu também era celíaca, embora não tivesse ainda sintomas graves. Porque antes de acabar com o intestino, a doença pode provocar baixa metabólica, diabetes, hipertireoidismo e até epilepsia - diz ela, que, por conta da doença, sugere pratos deliciosos sem glúten para o cardápio do restaurante Cais do Oriente, do namorado Markos Resende, no Centro.
- Ultimamente como lá uma lasanha de vegetais feita com folhas e palmitos naturais no lugar da massa e atum grelhado - diz Ane. Hoje "curada" ao banir o glúten da dieta, Raquel é presidente da seção Rio da Associação dos Celíacos do Brasil e diz que o diagnóstico ainda é um problema:
- A medicina ainda desconhece essa doença. Estima-se hoje que no Rio haja 35 mil celíacos, mas só mil com diagnóstico. Os outros 25 mil estão passando mal pelos hospitais, nas filas das gastrites, das diarréias crônicas, das enxaquecas, das dores articulares sem cura. Eu penei 20 anos até descobrir a doença, mas o médico da Associação de Celíacos, o gastropediatra José César Junqueira, alerta que uma simples gastrite já é indicação para os exames que detectam a doença.
Excesso de glúten gera intolerância também em pessoas normais, Os exames de sangue de detectam a doença celíaca são os de antitransglutaminase e antiendomísio, mas, segundo Raquel, ainda não estão incluídos no Sistema único de Saúde (SUS), tampouco são aceitos por alguns planos de saúde. Na Europa, onde a doença celíaca tem uma incidência maior devido ao alto consumo de trigo, há uma infinidade de alimentos sem glúten, mas no Brasil os produtos sem glúten só agora começam a aparecer.
- O mercado está crescendo porque as pessoas normais também estão com intolerância devido ao excesso do consumo de trigo.
Se o glúten é proibido para os celíacos, os normais não precisam ser tão ortodoxos. É possível comer um pãozinho, duas ou três vezes por mês e não sentir mal-estar algum, segundo o nutrólogo João Curvo:
- Os leigos que se observam percebem a relação entre o excesso de trigo e o aumento do volume abdominal, excesso de gases, dores articulares, dores de cabeça e peso nos pés. Quando ocorre a saturação de glúten no intestino, a absorção dos nutrientes piora e a pessoa começa a apresentar queixas. Essa intolerância vai minando o sistema imunológico e vão surgindo as alergias cutâneas, a psoríase e as artrites. Tudo depende da quantidade do consumo.
Teresa Sá, por exemplo, mulher do estilista Tufi Duek, da Fórum, não é celíaca, mas teve um problema vascular, que, depois de muitos exames, descobriu que era intolerância ao trigo: - Eu como massa, mas tenho consciência que depois tenho que fazer um processo de desintoxicação, sem comer glúten durante quatro ou cinco dias.
Para a pediatra e nutróloga Clara Brandão, do Ministério da Saúde, a mudança dos hábitos alimentares dos brasileiros nos últimos anos, com a troca de alimentos saudáveis e orgânicos nacionais como a mandioca, o milho e o inhame pela farinha de trigo refinada importada, porém, já começa a causar doenças também em pessoas não celíacas. Ela lembra que 80% dos brasileiros vivem nas periferias urbanas comendo pão com margarina e macarrão. Os de maior poder aquisitivo adicionam o queijo, o salame e o presunto, que, segundo ela, contêm aditivos químicos que comprometem a saúde:
- Nós temos que reforçar nossa soberania alimentar. Nós comíamos o fubá, a tapioca, o milho, muito mais nutritivos que o trigo, importado e nocivo. Temos estoques reguladores de arroz lotados, mas a merenda escolar leva trigo todos os dias. Está havendo uma saturação do metabolismo da população em geral devido a uma alimentação equivocada. Esta tendência à intolerância alimentar e às doenças subseqüentes, segundo Clara Brandão, começam no primeiro ano de vida, quando a criança começa a comer pão, biscoito e macarrão:
- Uma criança de 7 ou 8 anos já sabe fazer sozinha o miojo, que já vem com um veneno no saquinho para o molho. Aquilo tem glutamato de soja, que altera a química cerebral e é uma substância tóxica. Fora isso, hoje ninguém mais janta, come um sanduíche. Se temos um alimento orgânico, como a mandioca, muito mais nutritivo e mais barato que o trigo, e que fixa o produtor na terra, o que estamos esperando para mudar essa situação? O profissional de marketing Fábio Quinei, de 26 anos, já começou há um mês a banir o glúten, cortando o pão e o macarrão para ganhar mais disposição e
malhar mais. Ele e Larissa Munck, ambos alunos da academia Velox, no Humaitá, trocaram o pão pela salada e pelas frutas:
- O glúten prejudica a absorção dos nutrientes e, em um mês de dieta, dá para notar uma boa secada. Há também um corte no açúcar porque os doces contêm glúten. Isso é o pior, porque adoro doces. Mas troquei doces por frutas!
Postado por Maria Tereza às
Por Márcia Cezimbra
Glúten. Este é o novo vilão que deve ser banido do cardápio em nome da saúde e da boa forma. Há tempos que médicos e nutricionistas sabem que o glúten, uma substância encontrada no trigo, no centeio, na cevada e na aveia - A GLIACINA -transforma-se numa espécie de cola ao chegar no intestino e gruda nas paredes intestinais, provocando, aos poucos, saturação do aparelho digestivo, o aumento da gordura visceral (na região do abdômen), dores articulares, alergias cutâneas, enxaqueca e depressão. O perigo se agravou devido ao consumo excessivo de pães, biscoitos, macarrão, bolos. Até alguns queijos e embutidos contêm o agora maldito glúten. Os resultados já aparecem nos consultórios de nutrólogos, alergistas e nutricionistas: obesidade, síndrome de resistência à insulina, deficiência de cálcio (o trigo vem sempre adicionado de açúcar), alergias, diarréias, doenças auto-imunes.
O nutrólogo João Curvo diz que, para os chineses, o excesso de glúten no organismo é sinal de má higiene interna: o metabolismo emperra, favorecendo bactérias que gostam de calor e estagnação.
A pediatra e nutróloga Clara Brandão, do Ministério da Saúde, premiada por suas alternativas para a mesa brasileira, defende o que chama de nossa "soberania alimentar": mandioca, milho e arroz no lugar do trigo importado, que faz tanto mal. E, se abolir o glúten ajuda a emagrecer, a "dieta sem glúten" virou febre nas academias. Agora, pães de aipim e de milho, macarrão de arroz e cookies de soja são as novas "delícias" dos supermercados.
GRAÇAS AO SÚBITO DESEJO DA FILHA LOUISE DE EMAGRECER, a família de César Hasky, dono do restaurante japonês Ten Kai, em Ipanema, descobriu as maravilhas da vida sem glúten. A mãe, Rina, ao levar a filha ao nutricionista Leonardo Haus também adotou a reeducação alimentar que consiste em evitar saturação do metabolismo provocada pelo excesso de glúten no intestino. A surpresa veio quando mãe e filha começaram facilmente a emagrecer e até César, que não estava de dieta, adotou os pães de aipim, de abóbora e de cenoura, encomendados na rede Mundo Verde ou no restaurante Celeiro:
- A barriga vai sumindo, você fica mais leve. Eu não imaginava que o glúten fizesse tanto mal. E você vive muito bem sem o trigo. Pode comer pães e bolos gostosos sem glúten de manhã ou à tarde, sem sofrimento algum - diz Rina.
O nutricionista Leonardo Haus recomenda um período de três meses de dessensibilização ao glúten, no qual não se pode comer trigo, centeio, cevada ou aveia, os quatro cereais que contêm a substância. Depois, segundo ele, é possível comer esporadicamente sem risco de danos:
- Essa é a idéia da reeducação alimentar. Você pode comer um pãozinho, mas o excesso pode alterar todo o seu metabolismo, baixar a imunidade do organismo e levar a doenças. Mas é bom lembrar que nem todo obeso tem essa intolerância alimentar. Intestino sem glúten produz serotonina e gera alegria. A guerra contra o pão e o macarrão já começou também na escolinha de vôlei das jogadoras Sandra e Elaine, no Leblon. Atletas do ranking brasileiro de vôlei de praia, elas proíbem as alunas que querem emagrecer de comer pão depois das 17h. As atletas aprenderam com seus médicos que, no entardecer, o metabolismo vai ficando naturalmente mais lento e a digestão daquele trigo ficará ainda mais difícil. O pãozinho terá muito mais chances de virar gordura - e abdominal!
- Não proibimos o pão, mas, se puderem evitar, principalmente à noite, é melhor. Isso não significa que não podemos comer um macarrão depois de um treino. Pode, mas não toda hora. O excesso não é metabolizado e vira gordura - explica Sandra.
- Eu, às vezes, não resisto. Vou à padaria Rio-Lisboa e como três pães franceses quentinhos de uma vez. E com muita manteiga! Mas só de vez em quando e escondido de meu técnico. No dia a dia, evito o pão e me sinto mais leve e bem disposta. O ideal é comer sempre frutas e saladas - diz Elaine.
Se banir o pão foi secando a barriga das mulheres, a nova onda chegou instantaneamente às academias de ginástica. A academia Velox, por exemplo, oferece saladas que há muito tempo fazem parte dos lanches dos atletas.
Leves, nutritivas e de baixa caloria. As redes Body Tech e Pró-Forma também seguem o exemplo. É um incontrolável efeito dominó. Se uma mulher seca abolindo o glúten, centenas de outras vão fazer o mesmo para secar também.
E não faltam receitas sem glúten.
A quituteira anúglúten gaúcha Paula Santos oferece dezenas no site www.riosemgluten.com. Um dos segredos da nova dieta é não desanimar diante de um pão de aipim com a consistência de uma pedra portuguesa. Há bons fabricantes de produtos sem glúten e outros nem tanto. Leonardo Haus indica os pães sem glúten produzidos em Santa Catarina, vendidos na rede Mundo Verde e no restaurante Fontes, em Ipanema, ou ainda os de fabricação própria do restaurante Celeiro, no Leblon. Os novos alimentos sem glúten já estão nas prateleiras dos supermercados: macarrão de arroz, cookies de soja, bolos de cenoura.
Para a clínica Eliana Correa, com pós-graduação em medicina ortomolecular, depois do período de dessensibilização, pode-se até comer glúten de vez em quando, mas, segundo ela, a pessoa se sente tão bem que passar a evitar o alimento, como ela própria e suas três filhas:
- Quem sofreu a vida inteira com enxaqueca por causa de intolerância ao glúten não vai querer mais comer o alimento porque sabe que voltará a se sentir mal.
Aí vem a pergunta clássica: Mas eu vou comer o quê? Eu, por exemplo, como batata-doce no café da manhã. Iode-se comer aipim, tapioca, pães sem glúten. A variedade é imensa e os benefícios, ainda maiores. Eu, que brigava tanto com o leite e seus efeitos alérgicos, descobri que o glúten é muito pior. Eliana faz em seus pacientes exames de sangue que detectam alergias que não causam efeito imediato, mas vão minando o metabolismo e são chamadas por isso de alergias retardadas. O sangue colhido dos pacientes é enviado para laboratórios nos Estados Unidos, que dosam intolerância a 96 alimentos. O exame custa R$ 900. No Brasil, só há exames para 37 alimentos que causam apenas alergias imediatas (quando o paciente passa mal imediatamente).
Um alimento normal leva 18 horas da mastigação até ser eliminado pelo reto.
O glúten leva 26 horas. O excesso vai retendo cada vez mais toxinas no organismo e promovendo a disbiose, que é a alteração da flora normal, com fermentação, retenção de líquidos. É o começo de uma série de doenças articulares, auto-imunes e até depressão.
GOSTOSO E IRRESISTÍVEL, O PÃO FRANCÊS QUENTINHO com a manteiga derretendo pode ser maldito para quem não quer engordar.
Mas proibido mesmo, só para portadores da doença celíaca, uma intolerância de origem genética ao glúten que provoca distúrbios gastrintestinais, diarréias violentas e até morte. No Brasil, em estimativas imprecisas, a doença atinge um em cada 300 brasileiros. Uma delas é Ane Benati, de 39 anos, que, entre os sete irmãos, tem outros três e uma sobrinha celíacos.
Ela viu suas irmãs gêmeas definharem por 20 anos em busca de um diagnóstico e, há dez anos, uma delas, Raquel Benati, quase morreu com 39 quilos para o seu 1,70m, quando enfim descobriu que era celíaca.
- Foi só tirar o glúten e minha irmã parecia que tinha tomado fermento. Engordou e ficou boa rapidamente. Pensei que ela ia morrer. Fiz logo o exame e vi que eu também era celíaca, embora não tivesse ainda sintomas graves. Porque antes de acabar com o intestino, a doença pode provocar baixa metabólica, diabetes, hipertireoidismo e até epilepsia - diz ela, que, por conta da doença, sugere pratos deliciosos sem glúten para o cardápio do restaurante Cais do Oriente, do namorado Markos Resende, no Centro.
- Ultimamente como lá uma lasanha de vegetais feita com folhas e palmitos naturais no lugar da massa e atum grelhado - diz Ane. Hoje "curada" ao banir o glúten da dieta, Raquel é presidente da seção Rio da Associação dos Celíacos do Brasil e diz que o diagnóstico ainda é um problema:
- A medicina ainda desconhece essa doença. Estima-se hoje que no Rio haja 35 mil celíacos, mas só mil com diagnóstico. Os outros 25 mil estão passando mal pelos hospitais, nas filas das gastrites, das diarréias crônicas, das enxaquecas, das dores articulares sem cura. Eu penei 20 anos até descobrir a doença, mas o médico da Associação de Celíacos, o gastropediatra José César Junqueira, alerta que uma simples gastrite já é indicação para os exames que detectam a doença.
Excesso de glúten gera intolerância também em pessoas normais, Os exames de sangue de detectam a doença celíaca são os de antitransglutaminase e antiendomísio, mas, segundo Raquel, ainda não estão incluídos no Sistema único de Saúde (SUS), tampouco são aceitos por alguns planos de saúde. Na Europa, onde a doença celíaca tem uma incidência maior devido ao alto consumo de trigo, há uma infinidade de alimentos sem glúten, mas no Brasil os produtos sem glúten só agora começam a aparecer.
- O mercado está crescendo porque as pessoas normais também estão com intolerância devido ao excesso do consumo de trigo.
Se o glúten é proibido para os celíacos, os normais não precisam ser tão ortodoxos. É possível comer um pãozinho, duas ou três vezes por mês e não sentir mal-estar algum, segundo o nutrólogo João Curvo:
- Os leigos que se observam percebem a relação entre o excesso de trigo e o aumento do volume abdominal, excesso de gases, dores articulares, dores de cabeça e peso nos pés. Quando ocorre a saturação de glúten no intestino, a absorção dos nutrientes piora e a pessoa começa a apresentar queixas. Essa intolerância vai minando o sistema imunológico e vão surgindo as alergias cutâneas, a psoríase e as artrites. Tudo depende da quantidade do consumo.
Teresa Sá, por exemplo, mulher do estilista Tufi Duek, da Fórum, não é celíaca, mas teve um problema vascular, que, depois de muitos exames, descobriu que era intolerância ao trigo: - Eu como massa, mas tenho consciência que depois tenho que fazer um processo de desintoxicação, sem comer glúten durante quatro ou cinco dias.
Para a pediatra e nutróloga Clara Brandão, do Ministério da Saúde, a mudança dos hábitos alimentares dos brasileiros nos últimos anos, com a troca de alimentos saudáveis e orgânicos nacionais como a mandioca, o milho e o inhame pela farinha de trigo refinada importada, porém, já começa a causar doenças também em pessoas não celíacas. Ela lembra que 80% dos brasileiros vivem nas periferias urbanas comendo pão com margarina e macarrão. Os de maior poder aquisitivo adicionam o queijo, o salame e o presunto, que, segundo ela, contêm aditivos químicos que comprometem a saúde:
- Nós temos que reforçar nossa soberania alimentar. Nós comíamos o fubá, a tapioca, o milho, muito mais nutritivos que o trigo, importado e nocivo. Temos estoques reguladores de arroz lotados, mas a merenda escolar leva trigo todos os dias. Está havendo uma saturação do metabolismo da população em geral devido a uma alimentação equivocada. Esta tendência à intolerância alimentar e às doenças subseqüentes, segundo Clara Brandão, começam no primeiro ano de vida, quando a criança começa a comer pão, biscoito e macarrão:
- Uma criança de 7 ou 8 anos já sabe fazer sozinha o miojo, que já vem com um veneno no saquinho para o molho. Aquilo tem glutamato de soja, que altera a química cerebral e é uma substância tóxica. Fora isso, hoje ninguém mais janta, come um sanduíche. Se temos um alimento orgânico, como a mandioca, muito mais nutritivo e mais barato que o trigo, e que fixa o produtor na terra, o que estamos esperando para mudar essa situação? O profissional de marketing Fábio Quinei, de 26 anos, já começou há um mês a banir o glúten, cortando o pão e o macarrão para ganhar mais disposição e
malhar mais. Ele e Larissa Munck, ambos alunos da academia Velox, no Humaitá, trocaram o pão pela salada e pelas frutas:
- O glúten prejudica a absorção dos nutrientes e, em um mês de dieta, dá para notar uma boa secada. Há também um corte no açúcar porque os doces contêm glúten. Isso é o pior, porque adoro doces. Mas troquei doces por frutas!
Postado por Maria Tereza às
sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010
GOTA
Gota: dicas de tratamento nutricional
A gota é uma das doenças mais registradas na história da Medicina. Trata-se de um distúrbio do metabolismo das purinas, em que níveis anormalmente altos de ácido úrico se acumulam no sangue (hiperuricemia).
A concentração normal de ácido úrico no sangue é de 2,5 a 7,0 mg / ml para homens e de 1,5 a 6,0 mg / ml para mulheres. Dependendo do país estudado, pode chegar a 18% a população com ácido úrico acima de 7mg%. Entretanto, somente 20% dos hiperuricêmicos terão gota. Ou seja, ter ácido úrico alto não é igual a gota.
Sintomas
Os sintomas da primeira manifestação da doença duram de 3 a 4 dias e podem desaparecer em seguida. É caracterizada pelo início súbito e agudo da dor artrítica localizada começando habitualmente pelo hálux (dedão do pé) e que continua ascendendo pela perna.
Outra manifestação característica da gota é a formação de abcessos sobre as articulações, semelhantes a caroços cheios de substâncias brancas dentro. Em algumas crises agudas esses “tofos” podem vazar.
Complicações
- Artrite Gotosa
Caracteriza-se por uma reação inflamatória aguda geralmente surge repentinamente em qualquer articulação do corpo como pé, tornozelo, joelho, pulso e principalmente no dedo grande.
- Gota Crônica
É um estágio mais avançado da doença, os sintomas ocorrem com mais freqüência sendo mais prolongados. Nessa fase as complicações já podem ter se espalhado para outros órgãos do corpo, além das articulações.
- Cálculos Renais
Ocorrem como uma das primeiras manifestações da gota, formam-se uma após a outra, mesmo que sejam eliminadas.
- Hipertensão
A cada inflamação provocada pelo excesso de ácido úrico, o rim cicatriza e se retrai. Essa retração deixa as artérias mais estreitas e com isso o sangue tem mais dificuldade de passar. Como conseqüência o rim produz angiotensina, que irá aumentar a pressão sanguínea, levando a hipertensão. Podendo, com o tempo, levar a um infarto ou acidentes vasculares cerebrais (“derrames”)
Fatores desencadeadores
. Exercício fora da rotina: a atividade muscular intensa leva à retenção renal de ácido úrico devido ao acúmulo de lactato e cetoácidos.
. Obesidade: a manutenção do peso corporal nos obesos geralmente requer grandes quantidades de alimentos e isto contribui para uma elevação da uricemia, além da gordura que impede a eliminaçõ completa do ácido úrico, que se acumula.
. Diabetes mellitus: estudos epidemiológicos não demonstram qualquer relação entre gota e diabetes ou entre concentração de urato sérico e glicose sangüínea. Nos pacientes diabéticos dependentes de insulina descompensados, é que nestes ocorre a cetoacidose sendo que os corpos cetônicos diminuem a excreção renal do urato devido a competição entre estes ácidos orgânicos nos túbulos renais, e isto aumenta a concentração do urato na corrente sangüínea, gerando a hiperuricemia.
. Consumo excessivo de álcool: a metabolização do etanol gera ácidos orgânicos como lactato, malato e acetato, os quais inibem a secreção tubular do ácido úrico, além das cervejas conterem quantidades apreciáveis de purinas.
. Dieta rica em purinas: o ácido úrico é derivado do metabolismo das purinas, que constituem uma parte da nucleoproteínas, encontrada em grande quantidade em dietas ricas em proteínas.
Tratamentos
- Tratamento Nutricional
. Restrição de alimentos contendo purinas no estágio agudo da doença como uma tentativa de evitar o acréscimo de purinas exógenas à alta carga de ácidos existente.
. Ingestão de líquidos (3L/dia) para minimizar a possibilidade de formação de cálculos renais.
. Dieta relativamente alta em carboidratos, moderada em proteínas e pobre em gorduras; pois a excreção de uratos tende a ser reduzida pelas gorduras e aumentada pelos carboidratos.
. Quanto à ingestão de alimentos ricos em xantinas como o café (cafeína), guaraná (cafeína), chá mate (teofilina), chocolate (teobromina) e derivados, há controvérsias. Apesar destes alimentos conterem xantinas, estas não são convertidas em ácido úrico, mas fica a dúvida se existe competição nos mecanismos de secreção tubular entre estas substâncias e o urato.
O tratamento dietético para os pacientes que estão recebendo a medicação de manutenção para a gota envolve uma dieta balanceada ajustada à obtenção e manutenção do peso corpóreo desejável e evitar a cetose.
- Alimentos com alto teor de purinas:
. carnes como vitela, bacon, embutidos;
. miúdos como fígado, coração, língua, rim e miolos;
. peixes e frutos do mar como sardinha, salmão, bacalhau, ovas de peixe;
. bebidas alcoólicas de todos os tipos;
. tomate e extrato de tomate;
. caldo de carnes e molhos prontos.
Estes alimentos devem ser evitados ao máximo e omitidos da dieta em pacientes em fases agudas.
- Alimentos com médio teor de purinas
. carne de vaca, frango, porco, presunto;
. peixes e frutos do mar como camarão, ostra, lagosta, caranguejo;
. leguminosas como feijão (exceto feijão adzuki), soja, grão de bico, ervilha e lentilha, aspargo, cogumelos, couve-flor e espinafre;
. cereais integrais como arroz integral, trigo em grão, centeio e aveia;
. oleaginosas como coco, nozes, amendoim, castanhas, pistache, avelã.
Estes alimentos devem ser consumidos moderadamente, quando os pacientes não estiverem em crise.
- Alimentos com baixo teor de purinas
. Queijos magros, ovos cozidos, manteiga e margarina;
. Cereais e farináceos como pão, macarrão, sagu, fubá, mandioca, arroz branco e milho;
. Vegetais como couve, repolho, alface, acelga, agrião;
. Doces e frutas de todos os tipos.
Estes alimentos podem ser consumidos diariamente.
O tratamento medicamentoso da gota é tratada com drogas que inibem ou eliminam a síntese de ácido úrico.
Fonte: ww.enut.ufop.br/pet/mainframes/Murais/gota.htm Amanda Carla Fernandes e Maria Carolina Santos Mendes
A gota é uma das doenças mais registradas na história da Medicina. Trata-se de um distúrbio do metabolismo das purinas, em que níveis anormalmente altos de ácido úrico se acumulam no sangue (hiperuricemia).
A concentração normal de ácido úrico no sangue é de 2,5 a 7,0 mg / ml para homens e de 1,5 a 6,0 mg / ml para mulheres. Dependendo do país estudado, pode chegar a 18% a população com ácido úrico acima de 7mg%. Entretanto, somente 20% dos hiperuricêmicos terão gota. Ou seja, ter ácido úrico alto não é igual a gota.
Sintomas
Os sintomas da primeira manifestação da doença duram de 3 a 4 dias e podem desaparecer em seguida. É caracterizada pelo início súbito e agudo da dor artrítica localizada começando habitualmente pelo hálux (dedão do pé) e que continua ascendendo pela perna.
Outra manifestação característica da gota é a formação de abcessos sobre as articulações, semelhantes a caroços cheios de substâncias brancas dentro. Em algumas crises agudas esses “tofos” podem vazar.
Complicações
- Artrite Gotosa
Caracteriza-se por uma reação inflamatória aguda geralmente surge repentinamente em qualquer articulação do corpo como pé, tornozelo, joelho, pulso e principalmente no dedo grande.
- Gota Crônica
É um estágio mais avançado da doença, os sintomas ocorrem com mais freqüência sendo mais prolongados. Nessa fase as complicações já podem ter se espalhado para outros órgãos do corpo, além das articulações.
- Cálculos Renais
Ocorrem como uma das primeiras manifestações da gota, formam-se uma após a outra, mesmo que sejam eliminadas.
- Hipertensão
A cada inflamação provocada pelo excesso de ácido úrico, o rim cicatriza e se retrai. Essa retração deixa as artérias mais estreitas e com isso o sangue tem mais dificuldade de passar. Como conseqüência o rim produz angiotensina, que irá aumentar a pressão sanguínea, levando a hipertensão. Podendo, com o tempo, levar a um infarto ou acidentes vasculares cerebrais (“derrames”)
Fatores desencadeadores
. Exercício fora da rotina: a atividade muscular intensa leva à retenção renal de ácido úrico devido ao acúmulo de lactato e cetoácidos.
. Obesidade: a manutenção do peso corporal nos obesos geralmente requer grandes quantidades de alimentos e isto contribui para uma elevação da uricemia, além da gordura que impede a eliminaçõ completa do ácido úrico, que se acumula.
. Diabetes mellitus: estudos epidemiológicos não demonstram qualquer relação entre gota e diabetes ou entre concentração de urato sérico e glicose sangüínea. Nos pacientes diabéticos dependentes de insulina descompensados, é que nestes ocorre a cetoacidose sendo que os corpos cetônicos diminuem a excreção renal do urato devido a competição entre estes ácidos orgânicos nos túbulos renais, e isto aumenta a concentração do urato na corrente sangüínea, gerando a hiperuricemia.
. Consumo excessivo de álcool: a metabolização do etanol gera ácidos orgânicos como lactato, malato e acetato, os quais inibem a secreção tubular do ácido úrico, além das cervejas conterem quantidades apreciáveis de purinas.
. Dieta rica em purinas: o ácido úrico é derivado do metabolismo das purinas, que constituem uma parte da nucleoproteínas, encontrada em grande quantidade em dietas ricas em proteínas.
Tratamentos
- Tratamento Nutricional
. Restrição de alimentos contendo purinas no estágio agudo da doença como uma tentativa de evitar o acréscimo de purinas exógenas à alta carga de ácidos existente.
. Ingestão de líquidos (3L/dia) para minimizar a possibilidade de formação de cálculos renais.
. Dieta relativamente alta em carboidratos, moderada em proteínas e pobre em gorduras; pois a excreção de uratos tende a ser reduzida pelas gorduras e aumentada pelos carboidratos.
. Quanto à ingestão de alimentos ricos em xantinas como o café (cafeína), guaraná (cafeína), chá mate (teofilina), chocolate (teobromina) e derivados, há controvérsias. Apesar destes alimentos conterem xantinas, estas não são convertidas em ácido úrico, mas fica a dúvida se existe competição nos mecanismos de secreção tubular entre estas substâncias e o urato.
O tratamento dietético para os pacientes que estão recebendo a medicação de manutenção para a gota envolve uma dieta balanceada ajustada à obtenção e manutenção do peso corpóreo desejável e evitar a cetose.
- Alimentos com alto teor de purinas:
. carnes como vitela, bacon, embutidos;
. miúdos como fígado, coração, língua, rim e miolos;
. peixes e frutos do mar como sardinha, salmão, bacalhau, ovas de peixe;
. bebidas alcoólicas de todos os tipos;
. tomate e extrato de tomate;
. caldo de carnes e molhos prontos.
Estes alimentos devem ser evitados ao máximo e omitidos da dieta em pacientes em fases agudas.
- Alimentos com médio teor de purinas
. carne de vaca, frango, porco, presunto;
. peixes e frutos do mar como camarão, ostra, lagosta, caranguejo;
. leguminosas como feijão (exceto feijão adzuki), soja, grão de bico, ervilha e lentilha, aspargo, cogumelos, couve-flor e espinafre;
. cereais integrais como arroz integral, trigo em grão, centeio e aveia;
. oleaginosas como coco, nozes, amendoim, castanhas, pistache, avelã.
Estes alimentos devem ser consumidos moderadamente, quando os pacientes não estiverem em crise.
- Alimentos com baixo teor de purinas
. Queijos magros, ovos cozidos, manteiga e margarina;
. Cereais e farináceos como pão, macarrão, sagu, fubá, mandioca, arroz branco e milho;
. Vegetais como couve, repolho, alface, acelga, agrião;
. Doces e frutas de todos os tipos.
Estes alimentos podem ser consumidos diariamente.
O tratamento medicamentoso da gota é tratada com drogas que inibem ou eliminam a síntese de ácido úrico.
Fonte: ww.enut.ufop.br/pet/mainframes/Murais/gota.htm Amanda Carla Fernandes e Maria Carolina Santos Mendes
Subscrever:
Mensagens (Atom)