Por Ayrton Mugnaini Jr
“Cachorro sonha, eu vi.” Assim a grande escritora Clarice Lispector testemunhou e resumiu suas observações sobre Dilermando, o famoso cão que adotou quando morou na Itália e que inspirou seu famoso conto “O Crime do Professor de Matemática”, excelente libelo pela posse responsável em forma de bela literatura. Clarice gostava de assistir à “sonolência povoada de sonhos” de Dilermando, o que é um excelente – e, ainda por cima, bonito – ponto de partida para nosso tema de hoje.
Sim, os caninos também sonham, e demonstram isso se agitando, rosnando, latindo, mexendo as patas. Podem ter sonhos agitados, exatamente como nós, humanos, o que tem sido confirmado em muitos testes de laboratório, com elétrodos nos peludos dorminhocos e tudo o mais.
Sonhar faz bem
Manter a mente ativa é um dos maiores segredos para se ter vida longa e de qualidade, inclusive prevenindo problemas ligados à falta de memória como o mal de Alzheimer. Sonhar durante o sono é justamente uma forma que a natureza nos deu para manter a mente ativa até enquanto dormimos, mesmo que os sentidos fiquem “desligados”.
“Nos deu” inclui não somente nós, seres humanos, mas os mamíferos em geral, cujo hipocampo – parte do cérebro que cuida da memória – é construído da mesma forma em quase todos. Sonhar é particularmente útil para manter a saúde mental de cães, gatos, ratos e outros que não podem fazer palavras cruzadas e outros exercícios para exercitar a mente.
Como afirmamos, está mais que provado que outros mamíferos, além do ser humano, também sonham. Por exemplo, lembrei-me de um artigo que li na revista Realidade, por volta de 1970, segundo o qual um gatinho sofreu uma cirurgia no cérebro que o impediu de sonhar, e pouco tempo depois ele faleceu – não por coincidência; portanto, parafraseando Chico Buarque, deixe o felino sonhar em paz. E o canino também.
E com o quê os cães sonham? Ora, muito simples: com todas as experiências que eles vivem no dia a dia, seja comer, perseguir gatos ou correr com o dono pela grama.
Como os cães sonham
Além de os cães também sonharem, o sono deles é semelhante ao dos humanos. Eles também passam pelos três estágios de vigília, ciclos de onda lenta (SWS em inglês), ou seja, sono leve, e de movimento rápido dos olhos (o famoso REM), sendo este último estágio o de sono mais profundo e quando ocorrem os sonhos – é aí que o peludo começa a correr e se agitar. A diferença básica é que o ciclo de sonhos dos cães costuma ser mais rápido; eles têm REM aproximadamente a cada 25 minutos, em média, e os humanos a cada hora e meia.
Duas curiosidades reveladas pelos testes. Quanto maior o porte do peludo, menos ele sonha; por exemplo, segundo o psicólogo Stanley Coren (autor de livros como “How Dogs Think: Understanding the Canine Mind”), um cão pequeno sonha a cada dez minutos, e cada “filminho” não chega a um minuto, ao passo que mastifes e Dogues Alemães têm sonhos de cinco minutos a cada três quartos de hora. E filhotinhos e velhotinhos sonham mais que cães na idade intermediária.
E não se engane com as aparências: se o cão estiver “enrolado” sobre si mesmo como um caracol ou de barriga para cima, isso não significa que ele esteja dormindo pesado; pelo contrário, ele ainda está tenso (inclusive a barriga para cima indica que está muito calor e o peludo dorme assim por ser menos peludo na barriga), e só vai entrar na fase REM quando estiver totalmente relaxado.
Busca de tranquilidade é outro motivo pelo qual cães dormem encostadinhos em outros cães ou pessoas, a cuja “matilha” eles querem pertencer. Por falar em tranquilidade, há poucas coisas mais perigosas que acordar um cão no estágio REM do sono; dificilmente ele pensará duas vezes antes de atacar quem ousou interromper seu sonho. Não é preciso ser genial como Coren ou Lispector para perceber que cães sonham. E vale repetir Chico Buarque: deixe o canino sonhar em paz!
sexta-feira, 10 de dezembro de 2010
quinta-feira, 9 de dezembro de 2010
Cloreto de Magnésio
CIRCULAÇÃO: angina, arteriosclerose, pressão arterial e colesterol elevado, infartos cardíacos, hipertensão, acidentes vasculares cerebrais, taquicardia (pulso rápido), trombose.
SISTEMA DIGESTIVO: cólicas, constipação, diarreia crónica, malabsorção, pancreatite (inflamação do pâncreas).
SISTEMA NERVOSO: apatia, confusão, depressão, desorientação, epilepsia, alucinações, irritabilidade, doença mental, esclerose múltipla, nervosismo, neurite, paranóia, doença de Parkinson, falta de memória, senilidade.
GERAL: alcoolismo, artrite, ossos quebrados, calcificação em qualquer órgão, o cancro, a Síndrome de Fadiga Crônica, diabetes, dores de cabeça, infecções e inflamações, cirrose hepática, lúpus eritematoso, enxaquecas, a velhice, os problemas da próstata, raquitismo, rigidez -- Mental e física, pele enrugada e dura, rigidez, formação de pedra na vesícula ou rins, tiróide, faringite, amigdalite, rouquidão, resfriado comum, gripe, asma, bronquite, pneumonia, broncoconstrição, enfisema pulmonar, "as doenças das crianças" (tosse, convulsão, sarampo, rubéola, cachumba, febre escarlate ...) , envenenamentos, gastroenterite, furúnculos, abcessos, erisipela, feridas.
Fonte:www.cloretodemagnesio.com
SISTEMA DIGESTIVO: cólicas, constipação, diarreia crónica, malabsorção, pancreatite (inflamação do pâncreas).
SISTEMA NERVOSO: apatia, confusão, depressão, desorientação, epilepsia, alucinações, irritabilidade, doença mental, esclerose múltipla, nervosismo, neurite, paranóia, doença de Parkinson, falta de memória, senilidade.
GERAL: alcoolismo, artrite, ossos quebrados, calcificação em qualquer órgão, o cancro, a Síndrome de Fadiga Crônica, diabetes, dores de cabeça, infecções e inflamações, cirrose hepática, lúpus eritematoso, enxaquecas, a velhice, os problemas da próstata, raquitismo, rigidez -- Mental e física, pele enrugada e dura, rigidez, formação de pedra na vesícula ou rins, tiróide, faringite, amigdalite, rouquidão, resfriado comum, gripe, asma, bronquite, pneumonia, broncoconstrição, enfisema pulmonar, "as doenças das crianças" (tosse, convulsão, sarampo, rubéola, cachumba, febre escarlate ...) , envenenamentos, gastroenterite, furúnculos, abcessos, erisipela, feridas.
Fonte:www.cloretodemagnesio.com
Você fica doente por tudo?
As faltas no trabalho e os dias debaixo do cobertor aumentam a cada dia. A impressão é que qualquer ventinho mais forte já é motivo para uma gripe daquelas.Tudo indica: algo não anda bem. E o problema pode estar diretamente ligado ao sistema imunológico, que já não consegue se defender dos milhões de bactérias, fungos e vírus que atacam o nosso corpo constantemente.
A alimentação inadequada e a qualidade de vida são itens cruciais para garantir um sistema imunológico à prova de ameaças. Mas muita gente acaba esquecendo que o corpo precisa de proteção, e deixa a saúde a mercê do acaso.
www.minhavida.com.br
A alimentação inadequada e a qualidade de vida são itens cruciais para garantir um sistema imunológico à prova de ameaças. Mas muita gente acaba esquecendo que o corpo precisa de proteção, e deixa a saúde a mercê do acaso.
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quarta-feira, 8 de dezembro de 2010
Hidratante Facial
Um bom hidratante facial, com FPS, é capaz de fazer muito mais pela sua pele do que simplesmente deixá-la macia e com o toque aveludado. Se você tem o hábito de usar o produto diariamente, saiba que está muito bem munida contra rugas, flacidez, manchas e o envelhecimento precoce. A seguir, a dermatologista Carla Albuquerque lista 8 motivos para não desgrudar desse creminho mágico.
1. Evitar o ressecamento: a pele seca e desidratada é opaca, áspera, sem elasticidade e com tendência à descamação. Aquelas pequenas rugas e linhas finas de expressão também ficam mais evidentes quando a pele está ressecada. O hidratante mantém a sua umidade e acrescenta nutrientes importantes para a revitalização e regeneração do tecido. "Além disso, quando está seca, a pele pode ter a sua função de proteção comprometida, favorecendo doenças e infecções", acrescenta a dermatologista.
2. Proteger contra a poluição: os hidratantes que são enriquecidos com substâncias antioxidantes na formulação, tais como as vitaminas C, E e coffeberry podem ajudar a neutralizar os radicais livres e diminuir os danos oxidativos causados pela poluição.
3. Prevenir manchas: uma das principais causas das manchas na pele é a exposição excessiva e inadequada à radiação solar. "Os hidratantes que contém FPS e ativos clareadores na sua composição podem ajudar não só a prevenir manchas, como a clareá-las", diz Carla Albuquerque. Além do mais, o hidratante protege e mantém as propriedades da pele, dando a ela mais força para se reparar.
Hidratante facial - Foto Getty Images
4. Melhorar a luminosidade: uma nutrição adequada devolve viço à pele. Quando está desidratada, a pele geralmente fica opaca, áspera, sem vida. "Quando recuperamos a hidratação, através da aplicação de um bom hidratante, melhoramos seu aspecto, com consequente melhora da sua luminosidade", explica a dermatologista.
5. Afastar o envelhecimento precoce: o processo de envelhecimento está ligado a perda gradativa da hidratação natural da pele. "Com o hábito de hidratar a pele regularmente, nutrimos as células e podemos retardar ou pelo menos minimizar esse processo", afirma Carla. As versões com filtro solar também protegem contra a radiação solar, evitando as manchas, flacidez e rugas características do fotoenvelhecimento.
6.Controlar o brilho e a oleosidade: existem no mercado hidratantes com ativos que ajudam a controlar o brilho e oleosidade. São produtos que possuem o chamado efeito matte ou matizador. As formulações específicas para a pele oleosa também controlam a produção de sebo por causa dos seus princípios ativos, tais como o ácido azeláico e glicólico.
7. Dar mais tônus à pele: alguns hidratantes acrescentam na sua formulação ativos como o THPE, que conferem o efeito "lifting" e ajudam a melhorar o tônus da pele, dando mais firmeza.
8. Proteger contra a radiação solar: hidratantes com filtro solar ajudam a proteger a pele contra a radiação UVA e UVB, grandes responsáveis pelo envelhecimento precoce da pele e, nos casos mais graves, o câncer de pele. O raios nocivos destroem as fibras de colágeno da pele, responsáveis pela firmeza e elasticidade, favorecendo manchas, rugas e flacidez.
Ana carla
1. Evitar o ressecamento: a pele seca e desidratada é opaca, áspera, sem elasticidade e com tendência à descamação. Aquelas pequenas rugas e linhas finas de expressão também ficam mais evidentes quando a pele está ressecada. O hidratante mantém a sua umidade e acrescenta nutrientes importantes para a revitalização e regeneração do tecido. "Além disso, quando está seca, a pele pode ter a sua função de proteção comprometida, favorecendo doenças e infecções", acrescenta a dermatologista.
2. Proteger contra a poluição: os hidratantes que são enriquecidos com substâncias antioxidantes na formulação, tais como as vitaminas C, E e coffeberry podem ajudar a neutralizar os radicais livres e diminuir os danos oxidativos causados pela poluição.
3. Prevenir manchas: uma das principais causas das manchas na pele é a exposição excessiva e inadequada à radiação solar. "Os hidratantes que contém FPS e ativos clareadores na sua composição podem ajudar não só a prevenir manchas, como a clareá-las", diz Carla Albuquerque. Além do mais, o hidratante protege e mantém as propriedades da pele, dando a ela mais força para se reparar.
Hidratante facial - Foto Getty Images
4. Melhorar a luminosidade: uma nutrição adequada devolve viço à pele. Quando está desidratada, a pele geralmente fica opaca, áspera, sem vida. "Quando recuperamos a hidratação, através da aplicação de um bom hidratante, melhoramos seu aspecto, com consequente melhora da sua luminosidade", explica a dermatologista.
5. Afastar o envelhecimento precoce: o processo de envelhecimento está ligado a perda gradativa da hidratação natural da pele. "Com o hábito de hidratar a pele regularmente, nutrimos as células e podemos retardar ou pelo menos minimizar esse processo", afirma Carla. As versões com filtro solar também protegem contra a radiação solar, evitando as manchas, flacidez e rugas características do fotoenvelhecimento.
6.Controlar o brilho e a oleosidade: existem no mercado hidratantes com ativos que ajudam a controlar o brilho e oleosidade. São produtos que possuem o chamado efeito matte ou matizador. As formulações específicas para a pele oleosa também controlam a produção de sebo por causa dos seus princípios ativos, tais como o ácido azeláico e glicólico.
7. Dar mais tônus à pele: alguns hidratantes acrescentam na sua formulação ativos como o THPE, que conferem o efeito "lifting" e ajudam a melhorar o tônus da pele, dando mais firmeza.
8. Proteger contra a radiação solar: hidratantes com filtro solar ajudam a proteger a pele contra a radiação UVA e UVB, grandes responsáveis pelo envelhecimento precoce da pele e, nos casos mais graves, o câncer de pele. O raios nocivos destroem as fibras de colágeno da pele, responsáveis pela firmeza e elasticidade, favorecendo manchas, rugas e flacidez.
Ana carla
terça-feira, 7 de dezembro de 2010
AMOR...
Confissões de um filósofo: sobre o amor
Quem poderá explicar a sua origem? Filósofos, teólogos, psicólogos e curiosos tentam dar uma razão ao sentido dele existir. Poetas da alma procuram respostas. Alguns dizem que ele vem sem esperar. Outros que ele nasce aos poucos. Uns dizem que ele surge de um lindo olhar. Outros que falam que o conheceram através de um sorriso.
Buscar razões para a sua existência talvez seja percorrer uma estrada sem fim. Onde cada curva revela-nos os mais belos horizontes ainda não conhecidos. Ele é assim: uma surpresa a cada novo momento. Semelhante as flores que desabrocham e exalam o seu mais suave perfume. Mario Quintana sabia que se morresse deste mal ainda continuaria vivendo: “Tão bom morrer de amor e continuar vivendo”.
O amor é como uma noite de estrelas iluminando a infinitude de nossa alma. Compreende-lo é romper com o mistério que o torna único. Suas razões são tão variadas como as flores de um jardim. Porém de uma coisa sabemos: é preciso cultivá-lo. Amor que não é cultivado é como uma planta que vai se secando por falta de água.
Antoine de Saint-Exupéry compreendia em seu coração a direção que o amor seguia: “Amar não é olhar um para o outro, é olhar juntos na mesma direção”. Sim, seguir os mesmos passos. Andar juntos. Porém sem atropelar o outro. Olhar com a mesma alegria, como o sol nos olha todas as manhãs. Iluminar cada tristeza com a presença de quem descobriu o sentido de viver.
Quem disse que os filósofos não amam? Até mesmo os mestres da razão têm suas razões emocionais que a própria razão desconhece. Albert Camus concebia o amor como uma presença até o fim da existência: “Amar uma pessoa significa querer envelhecer com ela”. Muitos, assim como Camus, sonham com está experiência de amar até que a morte os separe. Quem irá condená-lo? Eu não me arriscaria!
Tantos livros sobre o amor. Tantas explicações e teses. Busca-se compreender o que existe para ser vivenciado. Drummond sabia muito bem desta verdade: “Se você sabe explicar o que sente, não ama, pois o amor foge de todas as explicações possíveis”. Como explicar o que é impossível?
Amor talvez seja colher flores nos jardins que habitam nossa alma. Regar logo de manhã para que cresçam no transcorrer do dia. Arrancar as ervas daninhas que insistem em crescer. Curar feridas que o tempo não cicatrizou. Construir colchas com os retalhos de uma vida.
Explicar o amor é vã ilusão. Fugir do amor e fugir de si mesmo. Pois ele brota no coração. Nasce devagar, às vezes incomoda, causa dores e alegrias. Viver talvez seja fazermos a mais bela experiência de amar. Charles Chaplin pode confirmar o que hoje lhes confesso: “O homem não morre quando deixa de viver, mas sim quando deixa de amar”.
Quer morrer antes do tempo? Deixe de amar. Deixe de sonhar e ter esperanças. Assim conseguirá chegar mais rápido aonde quase ninguém deseja ir.
Partilhar as dores e alegrias desta existência está implícito no ato de amar. Mudar, dar lugar, peregrinar para outras existências que entram em nossa história. Mario Quintana deve ter feito está linda experiência em sua vida. Pois ele profetizou este sentimento do eterno peregrinar: “Amar é mudar a alma de casa”.
Ontem voltando para minha casa vinha pensando nestas questões. Antes de chegar até minha casa percorro carinhosamente o jardim que cultivo com imenso amor. Olhando para uma das rosas mais lindas daquele recanto amoroso, pude ouví-la dizer-me uma sábia frase de William Shakespeare: “O amor não se vê com os olhos mas com o coração”.
Flávio Sobreiro
Filósofo pela PUCCAMP, Teólogo pela FACAPA, Estudante de Filosofia Clínica, Escritor e Poeta.
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Quem poderá explicar a sua origem? Filósofos, teólogos, psicólogos e curiosos tentam dar uma razão ao sentido dele existir. Poetas da alma procuram respostas. Alguns dizem que ele vem sem esperar. Outros que ele nasce aos poucos. Uns dizem que ele surge de um lindo olhar. Outros que falam que o conheceram através de um sorriso.
Buscar razões para a sua existência talvez seja percorrer uma estrada sem fim. Onde cada curva revela-nos os mais belos horizontes ainda não conhecidos. Ele é assim: uma surpresa a cada novo momento. Semelhante as flores que desabrocham e exalam o seu mais suave perfume. Mario Quintana sabia que se morresse deste mal ainda continuaria vivendo: “Tão bom morrer de amor e continuar vivendo”.
O amor é como uma noite de estrelas iluminando a infinitude de nossa alma. Compreende-lo é romper com o mistério que o torna único. Suas razões são tão variadas como as flores de um jardim. Porém de uma coisa sabemos: é preciso cultivá-lo. Amor que não é cultivado é como uma planta que vai se secando por falta de água.
Antoine de Saint-Exupéry compreendia em seu coração a direção que o amor seguia: “Amar não é olhar um para o outro, é olhar juntos na mesma direção”. Sim, seguir os mesmos passos. Andar juntos. Porém sem atropelar o outro. Olhar com a mesma alegria, como o sol nos olha todas as manhãs. Iluminar cada tristeza com a presença de quem descobriu o sentido de viver.
Quem disse que os filósofos não amam? Até mesmo os mestres da razão têm suas razões emocionais que a própria razão desconhece. Albert Camus concebia o amor como uma presença até o fim da existência: “Amar uma pessoa significa querer envelhecer com ela”. Muitos, assim como Camus, sonham com está experiência de amar até que a morte os separe. Quem irá condená-lo? Eu não me arriscaria!
Tantos livros sobre o amor. Tantas explicações e teses. Busca-se compreender o que existe para ser vivenciado. Drummond sabia muito bem desta verdade: “Se você sabe explicar o que sente, não ama, pois o amor foge de todas as explicações possíveis”. Como explicar o que é impossível?
Amor talvez seja colher flores nos jardins que habitam nossa alma. Regar logo de manhã para que cresçam no transcorrer do dia. Arrancar as ervas daninhas que insistem em crescer. Curar feridas que o tempo não cicatrizou. Construir colchas com os retalhos de uma vida.
Explicar o amor é vã ilusão. Fugir do amor e fugir de si mesmo. Pois ele brota no coração. Nasce devagar, às vezes incomoda, causa dores e alegrias. Viver talvez seja fazermos a mais bela experiência de amar. Charles Chaplin pode confirmar o que hoje lhes confesso: “O homem não morre quando deixa de viver, mas sim quando deixa de amar”.
Quer morrer antes do tempo? Deixe de amar. Deixe de sonhar e ter esperanças. Assim conseguirá chegar mais rápido aonde quase ninguém deseja ir.
Partilhar as dores e alegrias desta existência está implícito no ato de amar. Mudar, dar lugar, peregrinar para outras existências que entram em nossa história. Mario Quintana deve ter feito está linda experiência em sua vida. Pois ele profetizou este sentimento do eterno peregrinar: “Amar é mudar a alma de casa”.
Ontem voltando para minha casa vinha pensando nestas questões. Antes de chegar até minha casa percorro carinhosamente o jardim que cultivo com imenso amor. Olhando para uma das rosas mais lindas daquele recanto amoroso, pude ouví-la dizer-me uma sábia frase de William Shakespeare: “O amor não se vê com os olhos mas com o coração”.
Flávio Sobreiro
Filósofo pela PUCCAMP, Teólogo pela FACAPA, Estudante de Filosofia Clínica, Escritor e Poeta.
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segunda-feira, 6 de dezembro de 2010
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