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quinta-feira, 25 de março de 2010

DISPAREUNIA

Dispareunia - dor durante a relação sexual
As dificuldades sexuais compreendem um grupo heterogêneo de queixas que incluem, por exemplo, incapacidade de relaxar, ausência de carinho após a relação sexual, medo de intimidade e dificuldade de comunicação entre os parceiros.

As dificuldades sexuais são fatores que não necessariamente implicam em falha no desempenho, mas refletem uma insatisfação sexual e pode levar a algum tipo de disfunção.

A Dispareunia é o termo médico utilizado para descrever intercurso doloroso, ou seja, a presença de dor durante a relação sexual. A disfunção pode ocorrer principalmente pela falta de lubrificação vaginal muitas vezes resultado de ausência de carícias ou preliminares, podendo ocorrer tanto no homem como na mulher.

Além da falta de lubrificação, a possibilidade de infecção vaginal também deve ser considerada, pois pode indicar inflamações pélvicas tais como herpes ou vaginite. Mesmo após a cura da infecção, algumas mulheres podem ainda apresentar dor na relação, o que resulta em uma reavaliação da prática sexual do casal que pode estar contribuindo para a disfunção.

A Dispareunia é uma queixa muito comum no consultório dos ginecologistas. Grande parte das mulheres sexualmente ativas já sentiu ou pode vir a sentir algum tipo de dor ou dificuldade sexual ao longo da vida. Essas dificuldades merecem ser discutidas e conversadas pelo casal para um melhor entendimento e possível busca de tratamento.

Alguns casais, quando não conseguem resolver os problemas sexuais sozinhos, podem buscar ajuda profissional. Os terapeutas visam promover a satisfação sexual, conceito multidimensional que engloba aspectos gerais do relacionamento do casal e aspectos específicos da relação.

A relevância e a necessidade de terapia para as disfunções sexuais demonstram a alta incidência de problemas sexuais na população, que muitas vezes não sabe como obter ajuda.

A satisfação sexual é um aspecto importante de uma relação e merece ser tratada com cuidado quando alguma dificuldade está presente.



Fonte: noivasecia

Pulmão

Afecções do pulmão
Tuberculose Pulmonar

Causada por um microorganismo denominado Bacilo de Koch, a tuberculose pulmonar atinge principalmente pessoas debilitadas, com deficiência no sistema de defesa orgânica.

Pessoas de vida e alimentação irregulares, usuários de bebidas alcoólicas e portadores do vírus da AIDS (HIV) correm um risco maior de contrair tuberculose. Importante: No caso de confirmação do diagnóstico da tuberculose, os indivíduos que mantêm contato direto e constante com o portador deverão se submeter a uma avaliação médica.

Enfisema Pulmonar

O hábito de fumar é a principal causa do enfisema pulmonar. A doença está associada a estados gripais, caracterizando-se por pneumonias freqüentes e falta de ar constante, que prejudicam o desempenho físico. A diminuição da capacidade respiratória dos pulmões atinge com mais freqüência as pessoas idosas, exigindo mais atenção.

Pneumonia

A pneumonia, um processo inflamatório dos pulmões, pode ser causada por vários tipos de microorganismos, havendo tratamento específico para cada um deles. Falta de ar, fraqueza, febre alta (no caso de pneumonia por bactérias) e diminuição da capacidade para realizar atividades físicas são sintomas característicos da doença.

OS CUIDADOS QUE VOCÊ DEVE TER

• Inclua proteínas na alimentação, em quantidades equilibradas: verduras, legumes e frutas, procurando sempre estabelecer horas certas para as refeições.

• Consuma frutas ricas em vitamina C, tais como laranja, limão, melão e abacaxi, entre outras, além de verduras como couve, alface e agrião.

• Beba sempre bastante líquido.• Evite bebidas muito geladas

.• Não tome bebidas alcoólicas.• Mantenha sua casa sempre bem ventilada, principalmente os quartos de dormir.• Evite os banhos muito quentes.

• Leve sempre um guarda-chuva e agasalho para os dias chuvosos e frios.

• Procure amamentar seu filho pelo menos nos primeiros seis meses de vida. O aleitamento é fundamental para prevenir doenças, inclusive as respiratórias. É através do leite que a mãe passa seus anticorpos para o bebê, protegendo-o contra infecções e garantindo seu desenvolvimento.

• Vacine seu filho. A vacinação completa até o primeiro ano de vida previne a criança de coqueluche, tuberculose e outras infecções respiratórias graves.

• Pratique esportes ao ar livre. Correr, nadar ou caminhar aumentam a capacidade respiratória. Mas não esqueça de consultar um médico para uma pré-avaliação das suas condições físicas.

• Em atividades profissionais que possam afetar seu sistema respiratório utilize os equipamentos de proteção fornecidos por sua empresa.

• Cuidado com a fadiga. O sono repousante e reparador evita doença.

• Evite aglomerações e ambientes fechados, onde a contaminação é mais freqüente.

• Não fume. Os efeitos do cigarro são os mesmos para as pessoas que convivem com os fumantes e pioram a situação em ambientes fechados. Filhos de pais fumantes apresentam cinco vezes mais resfriados que os de não fumantes.

• Prefira lenços descartáveis, em caso de gripes ou resfriados.



Fonte: www.drmarcoaureliopaiva.com.br

Enxaqueca

Sintomas da enxaqueca
Quais os sintomas, considerando a frequência dos mesmos, para caracterizar uma pessoa como portadora de enxaqueca?

A enxaqueca não é só uma dor de cabeça, mas uma série de sintomas, entre os quais, a dor.

Durante uma crise de enxaqueca, que pode durar entre 3 horas e 3 dias, o indivíduo pode apresentar náuseas, vômitos, aversão à claridade, ao barulho, aos cheiros, visão embaçada, irritabilidade, falta de concentração, tonturas como se fosse labirintite, obstrução nasal, tensão nos músculos da nuca e dos ombros, e até diarréia.

Um indivíduo não precisa ter todos esses sintomas para ser diagnosticado como apresentando enxaqueca, porém alguns deles, como as náuseas e/ou a aversão à claridade/barulho são tão comuns que chegam a ser quase obrigatórios para o diagnóstico.

A dor pode ser em qualquer lugar da cabeça, e isso pode originar muita confusão com outras doenças. Por exemplo, dores na face são freqüentemente confundidas com sinusite, e às vezes tratadas erradamente como tal, durante anos, sem bons resultados, È claro.

A dor possui intensidade muito variável, podendo ser desde incapacitante até muito leve. Na verdade, existem casos de crises de enxaqueca sem nenhuma dor de cabeça! Nesses casos, a pessoa pode apresentar crises de 3 horas a 3 dias, manifestando alguns dos demais sintomas da enxaqueca.

Um deles, em particular, ocorre em 10 a 15 em cada 100 enxaquecosos (nome dado aos portadores de enxaqueca), e recebe o nome de aura de enxaqueca. Aura, nesse caso, é no sentido de premonição. O indivíduo começa, de repente, a apresentar alucinações visuais: ele vê luzinhas, estrelinhas,
vagalumes piscando no seu campo visual, ou então enxerga linhas em zigue-zague, tremeluzentes, que vão aumentando em tamanho e atrapalhando a visão, ou uma perda progressiva da visão, bastante peculiar, no sentido que a pessoa passa a enxergar apenas uma parte dos objetos.

Ao olhar para um rosto, ela pode enxergar apenas meio rosto, e assim por diante. Os objetos podem dar a impressão de aumentar ou diminuir de tamanho, e nesse caso a pessoa pode esbarrar nas portas. A sensibilidade pode se alterar, com formigamentos na metade da lÌngua, e/ou l·bios, e/ou um dos membros superiores e/ou inferiores. A fala pode ficar "pastosa", a pessoa pode não se lembrar das palavras mais comuns.

Todo esse fenômeno de aura dura entre 20 minutos e uma hora, após o que, ela vai regredindo. Assim que a aura passa, a dor de cabeça, tipicamente, começa. Daí o termo aura, premonição. Acontece que algumas pessoas podem ter episódios apenas de aura, sem a dor de cabeça, daí a enxaqueca sem dor de cabeça. A desinformação reinante sobre o assunto deve ter sido responsável por muitas mortes e acidentes no trânsito.

A freqüência da enxaqueca varia de indivíduo para indivíduo. Alguns casos são mensais, outros anuais, e outros ainda, 2, 4 vezes por semana, e até todos os dias!

Um dos maiores problemas da enxaqueca é que ela pode ser desencadeada por uma série de "gatilhos", tornando a pessoa tanto mais vulnerável a saídas da rotina, quanto mais agravada estiver a sua doença.



Fonte: Dr. Alexandre Feldman

DST'S

Veja algunas doenças sexualmente transmissíveis
- Sífilis:

A primeira manifestação da sífilis se dá através de uma pequena ferida no pênis ou na vagina. Esta ferida surge duas ou três semanas após o contágio, não dói e some com o tempo. A pessoa pensa que está curada, mas a sífilis continua no sangue. Meses depois surgem manchas pelo corpo, na sola dos pés e na palma das mãos.

Estas manchas também desaparecem espontaneamente. Mas a sífilis, que persiste no organismo, se não for tratada, pode causar problemas grava nos olhos, coração e sistema nervoso.
A sífilis, na gravidez, se não diagnosticada e tratada, pode ser transmitida para o bebê causando aborto, doença grave e até sua morte após o nascimento.
Usando a camisinha, você estará se prevenindo.

- Gonorréia:

É causada pelo gonococo. De dois a quatro dias após a relação sexual com alguém infectado, o homem ou mulher sentirão ardência ao urinar e dor nas relações sexuais. O sinal é um corrimento amarelo ou esverdeado que sai do pênis, vagina ou ânus. Sem tratamento a doença pode afetar o sistema nervoso, os ossos e o coração além de causar esterilidade. Na mulher é mais difícil perceber os sintomas. Consulte um ginecologista periodicamente e sempre que você sentir alguma coisa anormal. A camisinha é a sua melhor proteção.

- Uretrite não Gonocócica:

É uma inflamação do canal da urina adquirida numa relação sexual com outra pessoa infectada. Os sintomas surgem de 8 a 10 dias após o contato e são: desconforto ou ardência ao urinar, vontade de urinar a toda hora e secreção semelhante, á clara de ovo saindo do pênis. Mulheres geralmente, não sentem e nem notam a infecção.
Com camisinha todo mundo fica prevenido.

- Herpes Genital:

Poucos dias após a relação sexual com uma pessoa infectada, pequenas bolhas agrupadas que ardem e doem muito aparecem no pênis, vagina ou ânus. As bolhas podem romper e virar feridas. As bolhas ou feridas desaparecem após cerca de duas semanas, mas atenção: o vírus fica sempre no seu corpo e novos surtos podem ocorrer.
Use sempre camisinha, você se protege e protege seus parceiros.

- Cancro Mole:

São feridas dolorosas que aparecem no pênis, vagina e ânus, dois a cinco dias após a relação. Algumas vezes aparecem gânglios(ínguas) inflamados na virilha que podem causar pus. Só o médico poderá indicar o tratamento adequado.
Previna-se, use camisinha!

- Condiloma Acuminado:

É uma doença causada por um vírus com um período de incubação que varia de semanas a meses. No princípio aparecem uma ou duas verrugas nos órgão genitais. Se não tratadas, estas verrugas crescem e se espalham. Quando muito grandes podem necessitar tratamento cirúrgico.
E não esqueça, use camisinha e previna-se.

- Tricomamniase:

O principal sintoma da tricomamniase é um corrimento amarelo esverdeado com mau cheiro. Além disso é comum a dor na relação sexual, ardência dificuldade para urinar e coceira nos órgãos genitais.
A camisinha pode prevenir esta e outras DST´s.

- Candidíase:

Na mulher, ela causa um corrimento de cor branca, com aspecto de leite talhado, sem cheiro. Nos órgãos sexuais, tanto nas mulheres quanto nos homens, há vermelhidão e coceira. Pode haver ardência para urinar.
O melhor é tratar logo e usar camisinha sempre, pois esta é a melhor forma de se manter livre das DST´s.

- AIDS:

A AIDS é o estágio avançado da infecção causada pelo HIV, um vírus que, progressivamente, vai destruindo as defesas naturais do organismo e deixando-o sensível a algumas outras infecções.
Se você se expôs ao HIV em relações sexuais sem camisinha ou compartilhando seringas no uso de drogas injetáveis, procure um médico ou centro de testagem para o HIV. Usar camisinha, ficar longe das drogas injetáveis ou não compartilhar seringas e agulhas são nossas melhores armas contra a AIDS, que ainda não tem cura.

LEMBRE-SE:

- A qualquer sinal de doença sexual, avise seu parceiro e procure imediatamente um profissional de saúde.

- Toda a demora em procurar cuidados médicos significa maior risco para você e seu parceiro.

- A maiorias das DST´s são curáveis desde que as recomendações médicas sejam rigorosamente seguidas.

- O balconista da farmácia ou seus amigos não estão capacitados para trata-lo.

- A existência de uma DST ou a exposição às DST´s aumenta em muito o risco de transmissão do vírus da AIDS.


Fonte: Unimed

S. DO PÂNICO

Síndrome do pânico: saiba como lidar com ela
Ele ou ela entra no consultório com aparência mais saudável possível, costumam ter entre 20 e 35 anos e quase sempre trazem uma pilha de exames totalmente normais. Olham para mim como se eu fosse a sua última esperança.

Geralmente são adultos bem sucedidos. Tem uma autocrítica acima da média, e por serem muito competentes atraem, naturalmente, muita responsabilidade. Eu diria que este tipo de paciente “dá um passo maior do que a perna”. São devotos à perfeição e, portanto, como assumem muitos compromissos, não conseguem executa-los da maneira que gostariam.

Isto de maneira lenta e progressiva leva a um conflito interno. Este conflito gera ansiedade que se persistir, pode culminar com o distúrbio da ansiedade* mais conhecido do momento: “a síndrome do pânico” ou “ataque de pânico”.

*Os distúrbios da ansiedade não são considerados condições psiquiátricas e são caracterizados por componentes psicológicos (tensão, medos, apreensão e dificuldade de concentração) e somáticos (taquicardia, aumento da freqüência respiratória com sensação de falta de ar, palpitação, tremores e transpiração).

Os distúrbios da ansiedade são: 1) transtorno obsessivo-compulsivo; 2) ansiedade generalizada; 3) ansiedade fóbica; 4) transtornos dissociativos. 5) transtorno do pânico (síndrome do pânico).

No ataque de pânico, os pacientes se queixam de uma crise de taquicardia, formigamento ao redor da boca, lábios e nas extremidades (mãos), taquicardia (aumento da freqüência dos batimentos cardíacos), falta de ar, transpiração intensa e fria, principalmente nas mãos, e as vezes sensação de desmaio. Junto com estas manifestações fisiológicas, o paciente se queixa de um medo intenso de morrer.

Apesar de curta e imprevisível, a crise pode ser desencadeada por lugares muito cheios (shopping, cinema, trânsito etc), caracterizando a agorafobia (medo de lugares repletos de pessoas). Em trinta por cento dos casos, o ataque de pânico acontece no meio da noite.

Todos os pacientes sentem uma ansiedade antecipatória da crise, gerando insegurança que os limita para atividades rotineiras. Estes pacientes freqüentemente acabam em um serviço de emergência queixando-se de ataque cardíaco ou queda de açúcar.

No meu entender, o ataque de pânico nada mais é do que uma resposta de adrenalina (adrenérgica) a um inimigo virtual e portanto, totalmente inadequada. A resposta adrenérgica é muito conhecida no mundo animal. Ela é um mecanismo de defesa primitivo, que prepara o animal para escapar do predador ou caçar a presa.

A adrenalina promove algumas alterações como:

1) transporta o sangue superficial da pele para o músculo fazendo com que o músculo fique mais irrigado e forte. Daí a palidez e o formigamento nas extremidades e face (menos irrigação sanguínea nesta área).

2) dilata a pupila para melhorar a acuidade visual;

3) aumenta a intensidade e os batimentos cardíacos para melhorar a oxigenação dos tecidos.

4) eleva a pressão arterial para, também, melhor irrigar as células.

Ora, o que temos que entender é que diante das pressões do mundo moderno, somos cobrados intensamente (principalmente por nós mesmos) e nos agredimos tanto que o nosso organismo libera a resposta de defesa pré-programada mais primitiva: adrenalina no sangue. O paciente então apresenta todas as manifestações somáticas, não entende o que está acontecendo, acha que vai morrer e entra em pânico.

Como lidar com isso?

Primeiramente devemos pesquisar se o paciente esta dormindo bem, pois estes ataques estão fortemente associados a noites mal dormidas. Sendo este o fator de “stress” e ansiedade. Uma vez descartado o distúrbio do sono, devemos optar por medicamentos e psicoterapia com o intuito de detectarmos e tratarmos o foco de ansiedade. Estes medicamentos controlam rapidamente e facilmente a maioria dos casos.

Na crise aguda os benzodiazepínicos são os preferidos (popular calmante). Para manutenção do tratamento, dá-se preferência aos antidepressivos, não porque o paciente está deprimido, mas sim porque estes medicamentos funcionam bem e não causam dependência. Este tratamento dura de 1 a 2 anos. O acompanhamento com um profissional especializado (psicólogo ou psiquiatra) é bom e sempre recomendável.

Na realidade temos de conscientizar o paciente a não se envolver tanto, a apertar o “botão dane-se”, a procurar mudar de hábitos, ter mais válvulas de escape. A válvula de escape que mais recomendo é o esporte quando possível.

A leitura de assuntos agradáveis e diferentes do assunto de trabalho sempre ajuda. A introspecção diária é importantíssima para localizar o foco da ansiedade. Uma vez localizado, devemos enfrentar o problema de frente e escolhermos a melhor solução, sem culpa.

Dicas para prevenir síndrome do pânico

1) Durma bem, se tiver dificuldade procure um profissional para pesquisar o motivo;
2) evite comer durante o trabalho, pare e faça as refeições com calma;
3) coma uma fruta entre as refeições;
4) faça uma atividade física pelo menos 60 minutos, pelo menos, três vezes por semana (comece devagar); 5) faça o que estiver a seu alcance, para aquilo que estiver fora do seu alcance, aperte o “dane-se” e seja feliz.
6) faça mais vezes o que gosta;
7) seja menos rigoroso consigo mesmo.



Fonte: www.clinicalcare.com.br

HEPAPITE C

O que é hepatite C
A Hepatite C é uma doença do fígado recentemente descoberta, causada por um vírus e que ataca o fígado, sendo que somente em 1990, foi desenvolvido o exame de detecção da hepatite C, ou como era chamada –hepatite não-A não-B.

Um dos cinco diferentes vírus que causam hepatite (chamados de: A, B, C, D,E, F e G), a hepatite C vive no sangue e ataca principalmente o fígado causando fibroses, inflamações e eventualmente cirrose, podendo levar de 20 a 30 anos para se manifestar.

É uma doença quase totalmente assintomática e só se descobre em exames de rotina, doações de sangue ou sintomas de fatiga inexplicável, febres baixas e mais adiante, por icterícia, ascite (barriga d’água) nos casos mais avançados.

Transmissão

A Hepatite C não é uma doença socialmente transmissível, como a Hepatite A. A única forma de transmissão se dá através do contato direto com sangue contaminado – isto é – injeções, objetos cortantes, instrumentos cirúrgicos mal esterilizados hemodiálises, tatuagens, piercings, entre outros.

A infecção se manifesta pelo contato direto com o sangue de uma pessoa infectada (ex. o portador utiliza algum objeto perfurante, seu companheiro utiliza o mesmo objeto, a contaminação acontece). Há estimativas de que 85% das pessoas infectadas pelo vírus da hepatite C anualmente, desenvolverão a doença de forma crônica, os 15% restantes, conseguem eliminar o vírus espontaneamente – não se sabe como.

De cada 100, 20 portadores desenvolverão cirrose hepática e destes, 5 desenvolverão hepatocarcinoma (câncer do fígado).

As formas mais comum de se pegar a hepatite C são através do uso comum de agulhas por meio de drogas injetáveis, através do piercing ou tatuagens com agulhas infectadas , fazer uma tatuagem ou um piercing com instrumentos não esterilizados ou descartáveis – até mesmo a tinta pode estar contaminada.

A transmissão por via sexual é menor do que 3% e só acontece em relações sexuais que envolvam sangue (menstruação, feridas genitais, sexo bruto, sexo anal), portanto se você considera que sua vida sexual pode ser um risco – use camisinha! Além de se proteger de doenças mais comuns, você diminuirá suas chances de ter o vírus C.

Antes de 1990, médicos não podiam analisar o sangue para a hepatite C e algumas pessoas receberam sangue contaminado. Qualquer um que tenha recebido transfusões de sangue ou tiver sido submetido a um transplante antes de1992,devera ser testado para anti-corpos do HCV.

Sintomas da Hepatite C

Muitos portadores de HCV não mostram sintomas. No entanto, algumas pessoas com o vírus sentem sintomas de gripe, que incluem fatiga, náusea, febre, perda de apetite, dor de estômago e diarréia. Algum também tem a urina amarela escura e fezes claras, apresentam olhos e pele amarelados.

Vitaminas importantes

A função do fígado é essencial a cada uma das células do corpo e afeta todos os nutrientes, grandes e pequenos,inclusive os micronutrientes - as vitaminas e os minerais. Doenças do fígado podem causar impacto direto sobre as vitaminas, causando dificuldades na digestão, nos intestinos ou no armazenamento e no processamento delas, uma vez que sejam absorvidas pela corrente sanguínea.

A adequação das vitaminas pode também ser diretamente afetada por doenças do fígado. Sintomas de doenças tais como falta de apetite, diarréia, náusea e vômitos podem comprometer a ingestão correta dos alimentos. Os medicamentos, os efeitos secundários e restriçòes dietéticas podem causar problemas na ingestão de nutrientes.

É muito importante saber e compreender as funções das vitaminas em organismos que apresentam disfunções do fígado. E isso vai ajuda-lo a estabelecer uma dieta adequada à sua condição.


Fonte: www.hepc.hoster.com.br

GOTA

Gota: dicas de tratamento nutricional
A gota é uma das doenças mais registradas na história da Medicina. Trata-se de um distúrbio do metabolismo das purinas, em que níveis anormalmente altos de ácido úrico se acumulam no sangue (hiperuricemia).

A concentração normal de ácido úrico no sangue é de 2,5 a 7,0 mg / ml para homens e de 1,5 a 6,0 mg / ml para mulheres. Dependendo do país estudado, pode chegar a 18% a população com ácido úrico acima de 7mg%. Entretanto, somente 20% dos hiperuricêmicos terão gota. Ou seja, ter ácido úrico alto não é igual a gota.

Sintomas

Os sintomas da primeira manifestação da doença duram de 3 a 4 dias e podem desaparecer em seguida. É caracterizada pelo início súbito e agudo da dor artrítica localizada começando habitualmente pelo hálux (dedão do pé) e que continua ascendendo pela perna.

Outra manifestação característica da gota é a formação de abcessos sobre as articulações, semelhantes a caroços cheios de substâncias brancas dentro. Em algumas crises agudas esses “tofos” podem vazar.

Complicações

- Artrite Gotosa

Caracteriza-se por uma reação inflamatória aguda geralmente surge repentinamente em qualquer articulação do corpo como pé, tornozelo, joelho, pulso e principalmente no dedo grande.

- Gota Crônica

É um estágio mais avançado da doença, os sintomas ocorrem com mais freqüência sendo mais prolongados. Nessa fase as complicações já podem ter se espalhado para outros órgãos do corpo, além das articulações.

- Cálculos Renais

Ocorrem como uma das primeiras manifestações da gota, formam-se uma após a outra, mesmo que sejam eliminadas.

- Hipertensão

A cada inflamação provocada pelo excesso de ácido úrico, o rim cicatriza e se retrai. Essa retração deixa as artérias mais estreitas e com isso o sangue tem mais dificuldade de passar. Como conseqüência o rim produz angiotensina, que irá aumentar a pressão sanguínea, levando a hipertensão. Podendo, com o tempo, levar a um infarto ou acidentes vasculares cerebrais (“derrames”)

Fatores desencadeadores

. Exercício fora da rotina: a atividade muscular intensa leva à retenção renal de ácido úrico devido ao acúmulo de lactato e cetoácidos.

. Obesidade: a manutenção do peso corporal nos obesos geralmente requer grandes quantidades de alimentos e isto contribui para uma elevação da uricemia, além da gordura que impede a eliminaçõ completa do ácido úrico, que se acumula.

. Diabetes mellitus: estudos epidemiológicos não demonstram qualquer relação entre gota e diabetes ou entre concentração de urato sérico e glicose sangüínea. Nos pacientes diabéticos dependentes de insulina descompensados, é que nestes ocorre a cetoacidose sendo que os corpos cetônicos diminuem a excreção renal do urato devido a competição entre estes ácidos orgânicos nos túbulos renais, e isto aumenta a concentração do urato na corrente sangüínea, gerando a hiperuricemia.

. Consumo excessivo de álcool: a metabolização do etanol gera ácidos orgânicos como lactato, malato e acetato, os quais inibem a secreção tubular do ácido úrico, além das cervejas conterem quantidades apreciáveis de purinas.

. Dieta rica em purinas: o ácido úrico é derivado do metabolismo das purinas, que constituem uma parte da nucleoproteínas, encontrada em grande quantidade em dietas ricas em proteínas.

Tratamentos

- Tratamento Nutricional

. Restrição de alimentos contendo purinas no estágio agudo da doença como uma tentativa de evitar o acréscimo de purinas exógenas à alta carga de ácidos existente.

. Ingestão de líquidos (3L/dia) para minimizar a possibilidade de formação de cálculos renais.

. Dieta relativamente alta em carboidratos, moderada em proteínas e pobre em gorduras; pois a excreção de uratos tende a ser reduzida pelas gorduras e aumentada pelos carboidratos.

. Quanto à ingestão de alimentos ricos em xantinas como o café (cafeína), guaraná (cafeína), chá mate (teofilina), chocolate (teobromina) e derivados, há controvérsias. Apesar destes alimentos conterem xantinas, estas não são convertidas em ácido úrico, mas fica a dúvida se existe competição nos mecanismos de secreção tubular entre estas substâncias e o urato.

O tratamento dietético para os pacientes que estão recebendo a medicação de manutenção para a gota envolve uma dieta balanceada ajustada à obtenção e manutenção do peso corpóreo desejável e evitar a cetose.

- Alimentos com alto teor de purinas:

. carnes como vitela, bacon, embutidos;
. miúdos como fígado, coração, língua, rim e miolos;
. peixes e frutos do mar como sardinha, salmão, bacalhau, ovas de peixe;
. bebidas alcoólicas de todos os tipos;
. tomate e extrato de tomate;
. caldo de carnes e molhos prontos.

Estes alimentos devem ser evitados ao máximo e omitidos da dieta em pacientes em fases agudas.

- Alimentos com médio teor de purinas

. carne de vaca, frango, porco, presunto;
. peixes e frutos do mar como camarão, ostra, lagosta, caranguejo;
. leguminosas como feijão (exceto feijão adzuki), soja, grão de bico, ervilha e lentilha, aspargo, cogumelos, couve-flor e espinafre;
. cereais integrais como arroz integral, trigo em grão, centeio e aveia;
. oleaginosas como coco, nozes, amendoim, castanhas, pistache, avelã.

Estes alimentos devem ser consumidos moderadamente, quando os pacientes não estiverem em crise.

- Alimentos com baixo teor de purinas

. Queijos magros, ovos cozidos, manteiga e margarina;
. Cereais e farináceos como pão, macarrão, sagu, fubá, mandioca, arroz branco e milho;
. Vegetais como couve, repolho, alface, acelga, agrião;
. Doces e frutas de todos os tipos.

Estes alimentos podem ser consumidos diariamente.

O tratamento medicamentoso da gota é tratada com drogas que inibem ou eliminam a síntese de ácido úrico.



Fonte: ww.enut.ufop.br/pet/mainframes/Murais/gota.htm Amanda Carla Fernandes e Maria Carolina Santos Mendes